Soja: Mercado em Chicago tem dia de altas fortes e preços no interior do BR testam patamares acima dos R$ 200
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Depois de dias de intensa volatilidade, os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam o pregão desta terça-feira (8) com boas altas entre as posições mais negociadas. Os preços subiram entre 21,75 pontos e 30,25 pontos, com o maio encerrando os negócios com US$ 16,89 e o julho, us$ 16,55 por bushel.
O mercado da soja operou durante o dia todo em alta na CBOT, mesmo com baixas expressivas sendo registradas pelo trigo - de mais de 100 pontos após quatro sessões consecutivas de limites de alta - que levaram o milho na carona. Em contrapartida, afinal, os futuros do óleo e do farelo de soja subiram forte em Chicago e ajudaram no suporte ao grão.
De acordo com os analistas do portal norte-americano The Farm Futures, os preços ainda refletem a preocupação com a oferta apertada na América do Sul depois da quebra severa da safra 2021/22, bem como a demanda que continua olhando mais para o mercado dos EUA. Nesta terça, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) voltou a informar vendas de soja para a China e demais destinos, depois do informe de ontem. Na semana passada, todos os dias foram de reportes de vendas da oleaginosa, principalmente para a nação asiática.
Foram 132 mil toneladas para a China e 126 mil para destinos não revelados, os quais são, respectivamente, volumes da safra 2022/23 e 2021/22. O anúncio ainda trouxe a venda de 193 mil toneladas de trigo duro de primavera para as Filipinas, sendo também todo o volume da safra 2022/23.
A demanda vai se deslocando para o mercado norte-americano onde o volume disponível da oleaginosa é maior e, consequentemente, onde o valor da commodity acaba se tornando mais competitivo. Ainda assim, como explicou o diretor geral do Grupo Labhoro, Ginaldo Sousa, em entrevista ao Notícias Agrícolas, a China segue comprando não só soja dos EUA, como também do Brasil.
Os traders também se posicionam à espera dos novos números que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz em seu boletim mensal de oferta e demanda nesta quarta-feira, dia 9 de março. As expectativas dão conta de uma redução nos estoques finais norte-americanos e, de acordo com analistas e consultores, um novo corte na safra da América do Sul.
MERCADO BRASILEIRO
No Brasil, os preços da soja acompanharam as altas na Bolsa de Chicago. As altas no mercado físico variaram entre 0,50% e 1,70% nas principais praças de comercialização, onde os valores terminaram o dia enre R$ 179,00 e R$ 202,00 por saca. Nos portos, as referências também seguem acima dos R$ 200,00 por saca, tanto para a soja disponível, quanto para abril.
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