Chicago: Trigo intensifica baixas e ajuda a pressionar soja e milho nesta 4ª feira
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Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago trabalham com estabilidade na tarde desta quarta-feira (16). Depois de começar o dia com boas altas, por volta de 14h (horário de Brasília), os preços cediam entre 0,75 e 2,25 pontos nas posições mais negociadas, levand o maio aos US$ 16,57 e o julho a ser cotado a US$ 16,33 por bushel.
O mercado segue acompanhando os fundamentos do mercado, os desdobramentos do conflito entre Rússia e Ucrânia, bem como do novo surto de Covid-19 na China, que mantém mais de 50 milhões de chineses restritos e suas casas. Todavia, também espera por novidades que possam mexer com o andamento das cotações na CBOT.
A baixas na soja acompanham também as perdas intensas que se apresentam entre os futuros do milho e, principalmente do trigo, onde superam os 50 pontos diante da possibilidade de um cessar-fogo no Leste Europeu.
Além disso, uma migração da demanda de alguns compradores importantes para alternativas mais baratas ao trigo para a produção de alimentação animal também ajuda a pesar sobre os futuros d grão. A China, por exemplo, segundo o portal internacional Farm Futures, estaria comprando arroz para destinar à fabricaçaõ de rações.
"O arroz é tipicamente mais caro que o trigo. Mas, o aumento nos preços globais do trigo à medida que a atividade de exportação do Mar Negro desacelerou após a invasão militar não provocada da Rússia na Ucrânia apagou o prêmio do arroz sobre o trigo, tornando subitamente trigo de qualidade inferior uma matéria-prima atraente para os produtores de gado asiáticos", explicaram os analistas, reforçando, inclusive, uma análise da FAO, o braço para alimentação e agricultura da ONU (Organização das Nações Unidas).
DERIVADOS DA SOJA
Além da soja em grão, os futuros do farelo também recuam na tarde desta quarta-feira, perdendo 0,76% no primeiro vencimento sendo cotado a US$ 480,10 por tonelada curta. Já o óleo de soja segue no campo positivo, subindo 0,4% no primeiro contrato, que vale 73,95 cents de dólar por libra-peso.
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