Liderado pelo farelo, complexo soja intensifica baixas na Bolsa de Chicago no início da tarde desta 2ª
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Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago vinham intensificando e aprofundando suas baixas no pregão desta segunda-feira (9). As cotações da oleaginosa despencavam de 27,75 a 32,25 pontos nos principais contratos, levando o julho a US$ 15,89 e o agosto a US$ 15,39 por bushel. Além do financeiro e do forte sentimento de aversão ao risco, o mercado de commodities sente ainda a pressão de um clima melhor sendo esperado para o Corn Belt nos próximos dias.
"O tempo seco está permitindo o avanço do plantio de milho e soja o que naturalmente ajuda a pressionar os mercados (...) O modelo GFS desta manhã (08), retirou as chuvas de praticamente todo MeioOeste, mais especificamente no Sul, sudeste, delta e nas planícies centrais", explica o diretor geral do Grupo Labhoro, Ginaldo Sousa.
No complexo soja, as perdas também se aprofundavam. O óleo caia mais de 1,5%, enquanto o farelo liderava o recuo, com mais de 2% de queda.
"A guerra na Ucrânia, o Covid na China e a força do dólar renovam as pressões sobre bolsas, moedas e commodities. O IDX (dólar index) está nas máximas desde 2002 e as taxas de 10 anos nos EUA estão perto das máximas de 2018", explica Eduardo Vanin, analista de mercado da Agrinvest Commodities.
Nesta segunda, o mercado ainda espera pelo novo boletim semanal de acompanhamento de safras pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), às 17h (Brasília), e o de embarque semanal de grãos. Mas mais do que isso, se prepara para o novo reporte mensal de oferta e demanda que o departamento traz neste dia 12, com as primeiras projeções para a safra 2022/23, o que intensifica muito as especulações entre os grãos.
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