Soja intensifica altas em Chicago nesta 3ª e encontra suporte na continuidade do dólar em queda no BR
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O mercado da soja segue trabalhando em alta na Bolsa de Chicago nesta terça-feira (4), porém, vem intensificando seus ganhos no final desta manhã. Perto de 11h40 (horário de Brasília), os futuros da oleaginosa subiam de 13,50 a 14,50 pontos nas posições mais negociadas, com o novembro chegando a US$ 13,88, enquanto o maio/23 - referência para a safra brasileira - tinha US$ 14,14 por bushel.
Os traders permanecem muito atentos ao quadro da oferta, com colheita nos EUA e plantio no Brasil. Os dados atualizados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) sobre a colheita americana mostraram que, apesar da boa evolução na semana, ainda há um atraso nos tabalhos de campo.
Em apenas uma semana, a área colhida de soja passou de 8% para 22%, ficando acima da expectativa média do mercado de 20%. Há um ano, no entanto, esse percentual era de 31% e a média plurianual é de 25%.
Há certo atraso também na semeadura da soja 2022/23 do Brasil em função do excesso de chuvas em algumas regiões do Brasil e este é mais um fator de atenção para o mercado, já que as expectativas sobre a nova safra brasileira são bastante elevadas.
"A colheita americana de milho e soja está atrasada e o plantio no Brasil também. Parece que o produtor americano está aproveitando o tempo seco para secar a soja e o milho no campo, evitando assim o alto custo do gás natural. As previsões de clima são boas para essa estratégia de redução de custo. No Brasil o clima muito úmido e mais frio que o normal no Sul do Brasil pode atrasar o plantio da soja e do milho verão", explica Eduardo Vanin, analista de mercado da Agrinvest Commodities.
Ainda no radar permanecem as notícias sobre o conflito entre Rùssia e Ucrânia, bem como aquelas vindas do mercado financeiro e que seguem pesando sobre as commodities de uma forma geral. E todas elas sobem de forma generalizada nesta terça, com mais altas sendo registradas pelo petróleo depois da disparada de ontem.
O dólar mais fraco frente ao real depois do resultado do primeiro turno das eleições presidenciais também contribui para as altas da soja na CBOT. Perto de 12h, a moeda americana aprofundava as baixas iniciadas ontem e perdia mais 0,52% para valer R$ 5,15.
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