Soja inicia semana com estabilidade em Chicago, ainda dividida entre fundamentos e macrocenário
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A semana começa com a soja trabalhando com estabilidade na Bolsa de Chicago. Na manhã desta segunda-feira (17), os futuros da oleaginosa, por volta de 7h50 (horário de Brasília), perdiam de 0,50 a 2,50 pontos nos principais contratos, com o novembro valendo US$ 13,83 e o maio, US$ 14,06 por bushel. No complexo, o óleo sobe mais de 1% - acompanhando o petróleo em campo positivo - enquanto o farelo cede.
Ainda na CBOT, boas altas para o trigo - de mais de 10 pontos nos principais contrato - e estabilidade no milho.
O mercado segue buscando definir suas direções frente aos fundamentos e ao cenário macroeconômico, ambos já conhecidos, porém, ainda carregando muitas incertezas. A manutenção da guerra entre Rússia e Ucrânia - prestes a chegar aos oito meses - contribui para uma instabilidade crescente.
O clima na América do Sul é, agora, um dos focos principais do mercado, com a nova safra em andamento. "Para a América do Sul, os próximos 10 dias indicam chuvas leves no Rio Grande do Sul, boas chuvas são esperadas em Santa Catarina, no Paraná, norte do Mato Grosso e também no Paraguai. A Argentina tem chuvas leves e tempo seco em grande parte das áreas de produção", afirma o diretor geral do grupo Labhoro, Ginaldo Sousa.
Do mesmo modo, o clima nos EUA para a continuidade da colheita também é acompanhado, com as previsões mostrando que os próximos 10 dias deverão ser de tempo seco no Corn Belt, "permitindo o avanço da colheita, onde a soja deve estar por volta de 60% e milho com 41%", afirma Sousa, referindo-se ao novo boletim semanal de acompanhamento de safras que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no final da tarde de hoje.
Ainda nesta segunda-feira, baixa no dólar index de mais de 0,3% e índices acionários em campo misto. E o que também atrai a atenção dos investidores e especuladores são as notícias que partem do Congresso do Partido Comunista Chinês. O discurso de Xi Jinping sobre a manutenção da política de tolerância zero ao Covid não agradou aos mercado e, como explica o analista de mercado Eduardo Vanin, da Agrinvest Commodities, pesou, principalmente, sobre os futuros do farelo e do óleo de soja na Bolsa de Dalian.
"Havia uma pontinha de esperança de que Xi pudesse dar mais ênfase à economia. Nada feito, as esperanças de um relaxamento gradual do covid-zero parecem ter se diluído. Além disso, se esperava também que o BC chinês fosse dar uma mãozinha para o mercado, cortando juros ou algo do tipo. Nada também. Temos que lembrar que as bandeiras de Xi são a caça à corrupção e ao excesso de alavancagem", diz Vanin.
O analista da Agrinvest destacou ainda que "a China vai continuar buscando a autossuficiência alimentar e o consumo de alimentos deve seguir sob pressão. Quando se fala de autossuficiência alimentar a China está atuando em três frentes: fim da liberdade de escolha do que plantar".
Veja como fechou o mercado na última semana:
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