Soja fecha com leves altas em Chicago e movimento dá melhores referências ao Brasil
![]()
O mercado da soja testou os dois lados da tabela nesta terça-feira (29), mas fechou o pregão em campo positivo na Bolsa de Chicago. Os futuros da oleaginosa concluíram o dia com pequenos ganhos de 2,25 a 5 pontos nos principais vencimentos, levando o janeiro a US$ 14,59 e o maio a US$ 14,74 por bushel.
No Brasil, porém, o dólar fechou o dia com perdas de mais de 1%, limitando os preços da oleaginosa no mercado nacional. Ainda assim, como explica Vlamir Brandalizze, consultor de mercado da Brandalizze Consulting, os preços no balcão subiram até R$ 1,00 por saca, enquanto nos portos - que também pagam melhor - também.
Os indicativos variam de R$ 187,00 a R$ 189,00 por saca, a depender dos prazos de entrega e pagamento, e "ainda tem comprador a R$ 195,00 na soja com entrega agora e pagamento em julho do ano que vem. Mas nessas operações de longo prazo ninguém está fazendo nada, poucos negócios. Estão optando mais pelo embarque curto e pagamento em janeiro, novo ano fiscal", diz.
Apesar da baixa do dólar, Chicago teve dia de estabilidade e os prêmios ainda dão certo suporte á formação das referências no Brasil, apesar de estarem começando a cair. "Já se fala abaixo de 200 no spot, e variando de 30 a 45 de abril a maio, no máximo 50 no junho, julho. O prêmio lá para frente está mais frágil, mas ainda positivo", complementa Brandalizze.
FARELO DE SOJA
Ainda segundo o consultor, os preços do farelo no mercado internacional estão firmes por dois motivos. A Argentina ainda sem movimentar grandes volumes e a demanda pelo derivado que, na China, segue aquecida.
Mais do que isso, a manutenção da mistura do biodiesel em 10% no Brasil até abril de 2023 - passando a B15 em abril, de acordo com as expectativas - também favorece, uma vez que deixa a oferta do derivado mais restrita, ajudando no suporte às cotações.
BOLSA DE CHICAGO
Os preços continuam sentindo os efeitos de mix positivos e negativos que influenciam o andamentos dos negócios e sofre para definir uma direção. Afinal, as notícias já são conhecidas pelos traders, que esperam por novidades para intensificar suas movimentações.
Ainda nesta segunda, caem os futuros do farelo e do óleo, devolvendo parte das boas altas da sessão anterior.
Embora ainda preocupado com o aumento intenso e muito rápido dos casos de Covid na China, bem como aos protestos da população contra as severas medidas de restrição - o que mantém pressão sobre as cotações - de outro lado o clima adverso na América do Sul dá espaço aos ganhos e suporte a patamares importantes.
Regiões-chave de produção no Brasil, Argentina e Paraguai sofrem com a falta de chuvas e já começam a indicar redução em seu potencial produtivo. E o mercado espera por uma safra sul-americana saudável para começar a equalizar as relações entre oferta e demanda.
Os primeiros dias da nova rodada do dólar soja na Argentina, que começou nesta segunda-feira (28), também são acompanhados de perto pelo mercado, porém, novos negócios ainda não são muito volumosos.
0 comentário
USDA informa venda de soja para o Egito nesta 5ª feira
Se MT fosse um país seria o terceiro maior na produção de soja do mundo
Safra de soja do Paraguai pode bater recorde conforme colheita entra na fase final
Com possibilidade de novas greves na Argentina, farelo sobe mais de 1% em Chicago e soja acompanha
Soja fecha em alta na CBOT após sessão volátil, mas impacto dos ganhos ainda é limitado no BR
Colheita da soja começa na região de Cascavel/PR com projeção de altas produtividades