Soja volta a perder os US$ 12 no março, com óleo cedendo forte e programa de exportação dos EUA fragilizado
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Na tarde desta sexta-feira (2), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago aceleraram suas baixas e o contrato março/24 voltou a perder os US$ 12,00, sendo cotado a US$ 11,94 por bushel. Por volta de 13h45 (horário de Brasília), as perdas variavam de 9,25 a 10,25 pontos, com o maio chegando aos US$ 12,04 por bushel.
Os traders continuam acompanhando a movimentação dos fundos investidores, ao passo em que monitoram as condições de clima na América do Sul - com muitos sinais de alerta acesos para a Argentina e a safra por lá começando a se deteriorar em algumas regiões - e também a demanda mais lenta neste momento.
A competitividade maior da soja do Brasil é outro fator de pressão sobre as cotações na CBOT. Mais barata, a oleaginosa nacional vem diminuindo a procura pelo produto os Estados Unidos, o que ficou refletido no boletim semanal de vendas para exportação que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) trouxe ontem, com vendas de apenas 164 mil toneladas na última semanal.
"A soja brasileira está baratíssima. Na semana passada vendemos três barcos, provavelmente mais do que isso, porque a conta brasileira ficou muito boa. Isso porque a soja americana no interior está cara e a nossa soja está baratíssima", afirma o analista de mercado Eduardo Vanin, da Agrinvest Commodities.
Mais do que isso, Vanin afirma ainda que, neste encerramento de semana há ainda alguns rumores de que vendas estariam sendo feitas também do Brasil para a Argentina. "Falam-se em dois barcos agora para fevereiro. Brasil exportando para os EUA, agora para Argentina e também outros destinos, como o México. O México, tradicional comprador de soja americana, está fazendo contas para a janela março-abril. Tudo isso afeta negativamenete o programa americano de exportação e a soja vai na carona", detalha. "A soja americana tem que ficar mais barata ou a brasileira, mais cara".
O analista ainda reporta as informações sobre a demanda chinesa, que pode estar registrando agora o seu pior momento, às vésperas do feriado do Ano Novo Lunar. "Vejamos o que vira deste mercado depois desse feriado, que começa no dia 10".
Além disso, a pressão vem também dos derivados, com o óleo de de soja perdendo mais de 1,7% na tarde de hoje na CBOT, sendo cotado a 44,82 cents de dólar por libra-peso.
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