Soja intensifica altas, renova máximas e já se aproxima dos US$ 12 nos vencimentos mais longos
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Os futuros soja estão intensificando seus ganhos na Bolsa de Chicago no início da tarde desta quinta-feira (13). As altas, por volta de 12h50 (horário de Brasília), variavam de 10,50 a 14 pontos nos contratos mais negociados, levando o janeiro a US$ 11,47 e o maio a US$ 11,67 por bushel.
O mercado tem apoio no farelo, que sobe quase 2% na tarde de hoje em Chicago. Segundo explica a Agrinvest Commodities, "o flat price do farelo e da soja nos EUA continua subindo. Mix de fraco farmer selling e baixa cobertura das fábricas. Os basis da soja e do farelo continuam puxando, no interior e no CIF barcaças".
Os preços também avançam às vésperas do novo boletim do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e sem muitas novidades entre os fundamentos. O mercado ajusta suas posições antes do relatório, tendo trabalho até aqui sem dados oficiais do governo norte-americano. As expectativas são de cortes na produção 2025/26 dos EUA, no entanto, com a politização ainda permeando os negócios, o impacto do boletim poderia ser limitado.
Do mesmo modo, a demanda da China nos Estados Unidos também permanece em evidência. A nação asiática ainda não faz novas compras de soja americana, porém, as sinalizações e projeções dos especialistas são de as aquisições acontecerão, apesar da prioridade à oleaginosa brasileira que ainda continua e em volumes menores.
O clima no Brasil e o desenvolvimento da safra nova também estão no foco. As condições começam a melhor neste momento, mas a irregularidade ainda marca forte o atual momento e exige atenção dos traders.
"Há preocupações com um sério risco mercadológico de que a única fonte de soja no planeta que ampliou a oferta para o ciclo 2025/26 possa sofrer ameaças produtivas. Então, é um mercado que gera sustentação ás cotações internacionais baseado nessa necessidade que o Brasil tem de ter uma safra saudável para equilibrar a balança mundial de oferta e demanda. A balança já está descompassada, a demanda já está saltando a passos mais acelerados do que a oferta", afirma o diretor da Pátria Agronegócios, Matheus Pereira.
Veja sua entrevista completa ao Bom Dia Agronegócios desta quinta-feira:
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