Plantio de soja no Rio Grande do Sul tem avanço moderado pela redução de chuvas
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SÃO PAULO, 5 Dez (Reuters) - A "redução acentuada" de chuvas na segunda quinzena de novembro resultou em umidade "insuficiente" para o desenvolvimento do plantio de soja da safra 2025/26 no Rio Grande do Sul, e os trabalhos atingiram 74% da área projetada até quinta-feira, índice abaixo da média histórica de 81%, segundo boletim da Emater.
"A paralisação parcial ou total das atividades decorreu, sobretudo, da necessidade de reposição hídrica para garantir germinação uniforme e emergência adequada", disse a empresa de assistência técnica vinculada ao governo do Estado.
A situação hídrica para as lavouras no importante produtor nacional, contudo, pode apresentar alguma melhora na próxima semana. A Emater afirmou que há uma tendência de a chuva voltar com maior intensidade no final da próxima segunda-feira.
Na terça-feira, "o deslocamento de uma frente fria sobre o território gaúcho proporcionará chuva para todas as regiões, especialmente na Metade Sul e Leste do Estado, que devem registrar os maiores acumulados", afirmou.
O Rio Grande do Sul tem uma safra de soja estimada em 22,4 milhões de toneladas, crescimento de 34,9% ante temporada anterior afetada pelo tempo seco. Se projeção for confirmada, o Estado será o segundo produtor nacional, atrás de Mato Grosso, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Diante do tempo seco recente, as lavouras implantadas após 15 de novembro apresentam emergência menos uniforme, "mas sem danos às sementes remanescentes". A Emater também relatou que o desenvolvimento está mais lento, mas sem "mortalidade de plantas".
Já os cultivos semeados anteriormente apresentam estande satisfatório e desenvolvimento vegetativo inicial compatível com a fase fenológica, segundo a Emater.
A empresa também indicou que a colheita de trigo no Estado, o maior produtor nacional, está perto de ser encerrada, alcançando 93% da área projetada.
"Restam lavouras localizadas em altitudes mais elevadas do Planalto Norte e na Serra do Sudeste", disse.
A ausência de precipitações significativas desde meados de novembro acelerou o processo de maturação e reduziu rapidamente a umidade dos grãos, permitindo avanço da colheita, explicou o órgão.
A Conab projeta a colheita gaúcha em 3,7 milhões de toneladas, queda de 6,3% ante 2024, principalmente por uma redução de área plantada.
(Por Roberto Samora)
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