Chuvas acima da média favorecem soja do Sul do Brasil, aponta EarthDaily Agro
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SÃO PAULO, 8 Jan (Reuters) - Chuvas acima da média previstas para os próximos sete dias deverão favorecer as lavouras de soja do Sul do Brasil, onde estão dois dos principais Estados produtores do país, o Rio Grande do Sul e o Paraná, afirmou a EarthDaily Agro nesta quinta-feira.
Segundo Felippe Reis, analista de safra da empresa especializada no monitoramento agrícola por sensoriamento remoto com dados de satélite, precipitações acima da média também poderão ser vistas em Mato Grosso do Sul e em algumas outras regiões, dependendo do modelo de previsão.
Nas demais áreas, a previsão é de precipitação abaixo da média, considerando os próximos sete dias.
"As chuvas no Sul devem favorecer o desenvolvimento das lavouras de verão, contribuindo para boas condições vegetativas", afirmou ele.
No Rio Grande do Sul, "as precipitações frequentes e volumosas, associadas à ocorrência de dias ensolarados, foram, em geral, benéficas ao desenvolvimento da cultura e garantiram umidade do solo e incidência de radiação solar ideais, além de crescimento vigoroso das plantas", destacou nesta quinta-feira a Emater, órgão de assistência técnica do governo gaúcho, em boletim semanal.
No Estado gaúcho, que tradicionalmente planta soja no Brasil tardiamente, 87% da área plantada com soja está em desenvolvimento vegetativo, enquanto 13% dos cultivos estão em floração.
As condições no Rio Grande do Sul são observadas após o Estado ter sofrido quebras de safras expressivas nos últimos anos, devido a intempéries, impactando o volume total do país, maior produtor e exportador da oleaginosa.
As indicações de integrantes dos setores privado e público até o momento são de que o Brasil terá uma nova safra recorde, próxima de 180 milhões de toneladas de soja. Mas chuvas são necessárias durante o primeiro trimestre para a confirmação das expectativas.
Em outras áreas do país, a colheita teve início de forma incipiente, como o Paraná e Mato Grosso, mas os volumes previstos de chuva não devem ser um problema para a entrada das colheitadeiras nos campos, acrescentou Reis, da EarthDaily Agro.
"Em áreas onde a colheita já teve início, os volumes previstos podem, pontualmente, dificultar as operações de campo. No entanto, o avanço da colheita ainda é incipiente, e o calendário permanece bastante confortável", disse ele.
Dessa forma, acrescentou ele, as precipitações não tendem a representar prejuízos relevantes ao processo, "considerando que ainda há ampla janela para a conclusão dos trabalhos".
MILHO GAÚCHO
O Rio Grande do Sul, maior produtor de milho na primeira safra no país, também registra condições favoráveis para o desenvolvimento do cereal.
"As condições climáticas das últimas semanas foram benéficas para a cultura em função do bom volume de chuvas e das temperaturas adequadas", disse a Emater.
"Houve recuperação parcial da produtividade em áreas atingidas pela estiagem do final de novembro e dezembro, e as lavouras irrigadas demonstram excelente desenvolvimento, com expectativas de alta produtividade."
As áreas plantadas mais tardiamente, que não estavam em estágio crítico durante o período de tempo seco, também se desenvolvem bem, acrescentou o relatório do órgão.
(Por Roberto Samora)
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