Soja testa novos ganhos em Chicago nesta 6ª feira e julho opera no patamar dos US$ 12/bushel

Publicado em 06/03/2026 07:48 e atualizado em 06/03/2026 09:27
Grão vai na esteira dos derivados, com mais de 1% de alta no farelo, e na disparada do trigo

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Os preços da soja vêm intensificando suas altas no pregão desta sexta-feira (6) na Bolsa de Chicago, acompanhando o movimento positivo observado nas demais commodities agrícolasm - que sobem de forma generalizada -  e também no mercado de energia diante da continuidade dos conflitos no Oriente Médio. E assim, o contrato julho passa a operar na casa dos US$ 12,00 por bushel, testando os US$ 12,05. O maio, no mesmo momento, tinha US$ 11,91. 

O petróleo volta a avançar de forma expressiva, puxando os demais mercados, incluindo o óleo de soja, o que ajuda no suporte aos futuros do grão. Os futuros do derivado subiam mais de 0,8%, com o maio valendo 66,25 cents de dólar por libra-peso. 

A valorização é puxada também pelo avanço do farelo de soja - de mais de 1% - e do trigo, que dispara e sobe quase 3% na manhã desta sexta-feira. O trigo sobe já há alguns pregões consecutivos em Chicago, refletindo um cenário de maior aversão ao risco e busca por proteção em ativos ligados ao setor de alimentos. 

O petróleo segue em forte valorização com a escalada do conflito envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos, o que eleva o temor de interrupções no fornecimento global. O estreito de Ormuz permanece fechado - ou bloqueado - pela Guarda Revolucionária Islâmica - e ainda gera incerteza, insegurança aos mercados e comprometimento severo à logística global. 

Apesar do peso do cenário macroeconômico e geopolítico nesta sessão, os fundamentos do mercado de grãos continuam no radar dos players. Questões como oferta global, ritmo de exportações e condições das safras seguem sendo monitoradas, ainda que momentaneamente tenham menor influência sobre a formação de preços diante do impacto mais imediato das tensões internacionais e do avanço do petróleo.

Assim, o mercado da soja encerra a semana acompanhando o movimento altista das commodities globais, com o complexo da oleaginosa reagindo principalmente ao ambiente de incerteza geopolítica que domina os mercados nesta sexta-feira. Além disso, os traders seguem alimentando suas expectativas em torno dos encontros que China e EUA realizam neste mês e no próximo, sendo o de abril entre seus chefes de estado, o qual poderia dar um direcionamento sobre a demanda chinesa por commodities norte-americanas, em especial a soja. 

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Por:
Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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