Apesar da despencada do óleo, preços da soja em grão ainda operam com estabilidade em Chicago nesta 4ª

Publicado em 08/04/2026 07:11

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Os preços da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) operam com estabilidade nesta manhã de quarta-feira (8), refletindo um mercado ainda em compasso de espera por novos direcionadores e com variações bastante limitadas entre os principais contratos. Por volta de 6h55 (horário de Brasília), as cotações subiam timidamente nos primeiros vencimentos - pouco mais de 1 ponto e levando o maio a US$ 11,60 - enquanto o setembro perdia 0,25 ponto e era cotado a US$ 11,50 por bushel. 

O cenário reforça um momento de equilíbrio entre forças de suporte e pressão, entre fundamentos e questões técnicas. De um lado, o mercado encontra sustentação em fundamentos ainda positivos de demanda, especialmente no complexo soja. De outro, fatores como realização de lucros por fundos e incertezas no ambiente macroeconômico e comercial limitam movimentos mais expressivos, além da oferta da América do Sul que continua chegando robusta ao mercado, com o Brasil registrando exportações recordes.

Além disso, a ausência de novidades relevantes contribui para a postura mais cautelosa dos investidores. Esse contexto mantém as negociações concentradas dentro de faixas estreitas de preço, aguardando agora pelo novo boletim mensal de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz nesta quinta-feira, dia 9 de abril. 

Assim, a sessão desta quarta-feira é marcada por um mercado técnico, com os preços da soja em Chicago andando de lado e à espera de novos indicadores que possam definir uma tendência mais clara no curto prazo. Todavia, ainda sente os impactos também das questões geopolíticas e todos os olhos agora estã sobre um novo adiamento de novos ataques pelos EUA ao Irã anunciado ontem a noite pelo presidente Donald Trump. 

A notícia fez com que os preços do petróleo despencassem mais de 15%, pesando sobre uma série de outras commodities, mas fazendo as bolsas voltando a subir nos EUA e em mais países do mundo. Com este movimento do petróleo, os futuros do óleo de soja despencam mais de 3%. De outro lado, o farelo sobe perto de 1% e ajuda a manter o grão equilibrado.

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Por:
Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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