Soja perde força e fecha com baixas de dois dígitos em Chicago nesta 4ª feira; atenção às chuvas no Corn Belt
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O mercado da soja inverteu o sinal, intensificou as perdas e fechou o pregão desta quarta-feira (22) com baixas de dois dígitos na Bolsa de Chicago. Nos principais vencimentos, o recuo variou de 10 a 10,75 pontos, levando o maio a US$ 11,64 e o julho a US$ 11,79 por bushel. Mais cedo, as cotações subiram e o julho chegou a se aproximar muito dos US$ 12,00 por bushel.
O dia foi de perdas intensas em todo complexo, lideradas pelo farelo de soja, que terminou a quarta-feira caindo mais de 1,5% nas posições mais negociadas. O óleo de soja, que também subia mais cedo, fechouo dia recuando, apesar das altas de mais de 3% registradas pelo petróleo, tanto no brent, quanto no WTI.
Segundo explicaram analistas da Agrinvest Commodities, "a pressão veio pelo movimento de realização de lucros no óleo de soja, que já havia renovado suas máximas desde 2023 jo pregão anterior". Além disso, o farelo também encontrou espaço para alguma realização, tendo testado ganhos expressivos nas últimas sessões.
Além da movimentação no complexo, o mercado também segue muito atento ao comportamento do clima nos Estados Unidos e os impactos sobre os trabalhos de campo. As previsões indicam chuvas fortes para os próximos dias e, segundo explica o time do Grupo Labhoro, "há relatos de que produtores norte-americanos estão acelerando o plantio no Meio-Oeste, antes das chuvas previstas no final de semana", o que também pressiona as cotações neste momento.
O mapa abaixo mostra a previsão de chuvas para os próximos sete dias - de 23 e 30 - com elevados acumulados esperados para estados-chave de produção, como Illinois, Iowa, Indiana, partes de Ohio, Wisconsin, Missouri e, confirmadas, as precipitações poderiam, de fato, começar a atrasar os trabalhos de campo no Corn Belt.
Ainda de acordo com a Labhoro, o pregão desta quarta-feira foi marcado ainda pelo dia de "mercado técnico, com muita influência ainda de gráficos e do posicionamento dos fundos, investidores mais cautelosos e reduzindo sua exposição ao risco, e a incerteza geopolítica por conta dos EUA e do Irã segurando movimentos mais fortes".
MERCADO BRASILEIRO
No mercado brasileiro, os preços também foram penalizados mais uma vez, já que sentiram a pressão combinada das perdas fortes em Chicago e do dólar frente ao real. No entanto, mais cedo, quando as referências na CBOT estavam próximas dos US$ 12, os negócios estiveram mais aquecidos, com os produtores aproveitando para travar parte de suas vendas, segundo relatou Vlamir Brandalizze, consultor de mercado da Brandalizze Consulting.
"O pessoal aproveitou os US$ 12 para garantir margem. As notícias da soja, dela mesma, são negativas. O mercado estava positivo em cima da insegurança, da questão da guerra. E o pessoal está vendo que o plantio segue acelerado nos EUA, dando sinais de que podem plantar mais", complementa o consultor.
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