Soja abre segunda-feira com perdas superiores a 1% em Chicago e novembro volta abaixo de US$ 12,50
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Os preços futuros da soja iniciaram a segunda-feira (26) em forte queda na Bolsa de Chicago (CBOT), devolvendo os ganhos registrados no encerramento da semana anterior. Os principais vencimentos apresentam perdas superiores a 1% nesta manhã, em um mercado que segue dividido entre a recuperação das compras chinesas e as perspectivas de elevada disponibilidade do grão nos Estados Unidos.
Por volta das 7h23 (horário de Brasília), o contrato novembro/26 era negociado a US$ 12,4175 por bushel, com desvalorização de 14,75 cents, equivalente a aproximadamente 1,17%. O janeiro/27 recuava 15,50 cents, para US$ 12,5300 por bushel, enquanto o março/27 perdia 15 pontos e era cotado a US$ 12,6100. O maio/27 apresentava queda de 14,75 cents, para US$ 12,6925, e o julho/27 recuava 14,25 cents, negociado a US$ 12,7500 por bushel.
O movimento ocorre após uma sexta-feira de recuperação, quando o novembro/26 havia encerrado o pregão com alta de 0,28%, cotado a US$ 12,5650 por bushel. Mesmo com os ganhos daquele dia, a soja terminou a semana passada com perdas acumuladas entre 0,38% e 0,64% nos principais contratos, refletindo a dificuldade de sustentação dos preços diante da entrada da safra norte-americana no mercado.
Colheita americana e compras chinesas seguem no radar
A oferta dos Estados Unidos permanece como um dos principais fatores de atenção dos operadores. No último relatório de acompanhamento do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a colheita da soja havia alcançado 64% da área cultivada até 18 de outubro, avanço de 18 pontos percentuais em uma semana e resultado próximo da média histórica de 65%.
As condições climáticas mais favoráveis em parte do Meio-Oeste americano têm permitido a continuidade dos trabalhos, ampliando a disponibilidade de produto recém-colhido. O mercado aguarda a atualização do USDA nesta segunda-feira para avaliar o ritmo mais recente da retirada do grão das lavouras.
Pelo lado da demanda, os números divulgados na semana passada mostraram recuperação expressiva das compras internacionais de soja norte-americana. Segundo o USDA, as vendas líquidas chegaram a aproximadamente 2,84 milhões de toneladas na semana encerrada em 15 de outubro, com a China respondendo por cerca de 2,18 milhões de toneladas.
Embora os resultados tenham oferecido suporte às cotações nos últimos pregões, a queda desta segunda-feira mostra que a melhora da demanda ainda não foi suficiente para afastar as preocupações com a oferta elevada. Os operadores também acompanham a possibilidade de novas aquisições chinesas e os dados de inspeções de exportação previstos para hoje.
No Brasil, o plantio da safra 2026/27 continua avançando, especialmente no Centro-Oeste, após a melhora das condições de umidade em diferentes regiões produtoras. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a semeadura em Mato Grosso chegou a 75,81% da área prevista até 23 de outubro, mantendo o estado à frente do ritmo observado no mesmo período da temporada anterior.
O desenvolvimento das lavouras brasileiras e as previsões climáticas para as próximas semanas também seguem no radar, especialmente pelos possíveis reflexos sobre a produtividade e sobre a janela de implantação da segunda safra de milho em 2027.
Com isso, Chicago começa a semana pressionada novamente, enquanto o mercado busca avaliar se a retomada das compras chinesas poderá oferecer sustentação aos preços diante do avanço da colheita americana e das expectativas para a produção sul-americana.
Relembre como fechou o mercado na última sexta-feira (23):
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