Argentina: Bancos oferecem um prazo fixo amarrado ao valor da soja

Publicado em 17/06/2010 08:32 248 exibições
Foi lançado pelo BBVA –Francês; o Banco Santander Rio o analizará.
A febre pela soja está contagiando o setor financeiro e já tem bancos dispostos a tirar proveito. Até agora, muitos produtores vinham usando a oleaginosa, na relação com as provedoras de insumos, como moeda de cambio para o pagamento de agroquímicos, sementes, maquinaria, camionetes e, ultimamente, propriedades.

No entanto, somou-se a isso outra novidade: a possibilidade de que um investidor possa constituir, sem estar necessariamente vinculado ao agronegócio, um prazo fixo onde os juros obtidos estejam amarrados com a evolução do preço da oleaginosa. Quem acaba de lançar uma modalidade com esta característica é o banco BBVA – Francês.

Em particular, a entidade colocou em andamento um instrumento de investimento com juros variáveis, onde os juros obtidos se encontram ligados ao desempenho da oleaginosa. Isto sem arriscar o capital investido. De acordo com a divulgação, outras entidades estão avaliando lançar um produto com estas características. O Banco Santander Río colocou um produto para grandes clientes há alguns anos e, segundo informou uma fonte, o banco está analisando outro produto parecido para substituir.

No banco BBVA Francês, o prazo fixo é com a moeda em pesos, a 180 dias, e os juros estão ajustados com a evolução da soja até um máximo de 20%. Isto significa que, como teto, se paga até 20% da alta da oleaginosa.

Para o seguimento de preço, considera-se o mercado de futuros de soja de Chicago e todos os juros são pagos no final. “Como o depósito é em 180 dias, e que o preço do ativo inferior suba 6%, isso já melhora a taxa que um prazo fixo clássico poderia retribuir (hoje na média o mercado paga 10 a 11% anual)”, comentou uma fonte.

Na alternativa de investimento vinculada à soja, depois de ter sido realizado um período de prevenção e compromissos de inscrição, na sexta passada foi realizada a constituição dos certificados de prazo fixo. Para isso, os clientes depositaram pesos. Assinados os contratos, o banco compra futuros de soja.
“Ao finalizar os 180 dias de prazo fixo, o capital é creditado com juros. Dos 180 dias, o que será verdadeiramente importante é o preço base e o final (180º dia), que determinará a variação de ponta a ponta”, disse a fonte do banco Francês. O montante mínimo de inscrição que foi estabelecido para esse produto é de 30.000 pesos. Não tem montante máximo.

Com os prazos fixos já constituídos, realizaram na entidade um balanço favorável deste instrumento. Consideram-no uma alternativa para que os clientes possam “diversificar” investimentos. Neste contexto, uma fonte informou que “por aceitação” avaliam reabrir esta alternativa de investimento.

Clientes

O banco fez um questionário entre seus clientes e destes dados viram que este tipo de produto aparecia como “muito valorizado”. “Terminaram colocando 100% de cotas na etapa de pré-venda”, explicaram ao La Nación. O perfil de investidores que elegeu esta alternativa foi de “alto valor”, de médios a grandes.

20 por cento

É o teto de alta da oleaginosa que este instrumento de investimento paga com prazo de 180 dias.

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Fonte:
La Nacion

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