Demanda asiática e inundações em Iowa sustentam soja e milho

Publicado em 17/08/2010 16:46 e atualizado em 17/08/2010 19:02 1027 exibições
Os futuros do milho e da soja avançaram e encerraram o Pregão Diurno em alta com a Ásia sustentando sua demanda por produtos dos Estados Unidos. Segundo o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), os exportadores norte-americanos venderam 121,920 toneladas de milho para o Japão e 110 mil toneladas para destinos não revelados para entrega no ano comercial que se inicia no próximo dia 1º de setembro. Ontem, um boletim do órgão reportava a compra de 220 mil toneladas de soja por parte da China, depois de o país já ter comprado 799 mil toneladas na última semana.

 “A China pode se tornar um comprador regular de milho assim como é de soja. Mesmo com uma boa safra do cereal, o consumo será maior do que a produção”, disse Jim Hemminger, especialista da Top Third Ag Marketing, de Chicago.

Na sessão diurna desta terça-feira, a soja para o vencimento dezembro encerrou a US$ 10,42 por bushel, ganhando 10,50 cents. Para maio, US$10,48/bushel com alta de 11,25 cents. Já o milho, vencimento dezembro fechou cotado a US$4,30/bushel, avançando 7,25 cents e o setembro a US$4,14 por bushel, com ganho de 7,50 cents. 


Também as condições climáticas instáveis em áreas produtoras de soja nesta fase crítica de 
desenvolvimento das lavouras e a firme demanda pela oleaginosa impulsionaram os futuros da 
commodity hoje na bolsa de Chicago (CBOT). O mercado recuperou as perdas de segunda-feira, 
diante do potencial de perda de rendimento em áreas do Delta, por causa do estresse provocado nas plantas pela temperatura excessiva, e pelo temor quanto ao impacto das inundações nas lavouras de Iowa, no Meio-Oeste. 

Os traders estão tentando avaliar a extensão das inundações que ocorreram em Iowa e os relatórios sobre os casos da síndrome da morte súbita registradas recentemente. A maior parte das lavouras no Estado, um dos dois grandes produtores norte-americanos, está sob suspeita de contaminação pela doença, que pode reduzir a produtividade entre 20% e 60%. 

Com informações da Bloomberg
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Fonte:
Redação NA

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