Soja tem novo raly em Chicago, e o maio chega aos 12 dólares

Publicado em 12/10/2010 14:57
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Notícias de atraso na chegada das chuvas em Mato Grosso e dados de exportação nos EUA acima do esperado - mostrando que a China continua comprando forte, mesmo com preços altos - fazem as cotações da soja subirem forte novamente em Chicago nesta tarde de terça-feira.  Por volta das 15 horas (Brasilia), com o pregão da CBOT praticamente encaminhando-se para o fechamento,  os preços superavam 12 dólares o buschell (27,2 kg) , em outro dia de rally nos preços, e com perspectivas de novas altas nos próximos dias.

O gatilho da nova corrida foi disparado pelo relatório de exportação do USDA, mostrando que os estoques norte-americanos, que já estão baixissimos, vão ficar ainda  mais apertaoosd com as incessantes compras chinesas. Já a China, ao ver que a oferta norte-americana não deverá dar conta de seu apetite, estuda suspender o boicote ao óleo de soja da Argentina. O contencioso com os argentinos já se arrasta há meses, desde que o governo de Crstina Kirchner decidiu criar dificuldades para a entrada dos produtos chineses em seu país. A China, em resposta, suspendeu as compras de óleo (centralizando-as nos EUA) . Agora, temendo uma explosão nos preços, os chineses se voltam para o óleo de soja argentino.

Outro fator fundamental para subida desta terça-feira são as previsões meteorológicas, que mostram que o centro-oeste brasileiro deverá receber poucas chuvas nos ultimos 10 dias deste mês de outubro. Segundo a meteorologista Desireé Brandt, da Somar meteorologia (ver nos Destaques), estas serão chuvas mal distribuidas, com pouco impacto sobre o plantio. No entender da meteorologista, chuvas de valor agronomico somente cairão sobre o centro-norte de Mato Grosso após a virada do mês de novembro.

MILHO ACOMPANHA

Estima-se que na segunda-feira, mesmo com o feriado (Columbus Day), os fundos de especulação tenham comprado cerca de 
6.000 lotes futuros (816.000 toneladas) de soja.  Hoje, com a volta dos fundos em toda sua capacidade, o mercado volta subir forte. O milho acompanha, e as cotações sobem em media 20 cents, e o mercado já trabalha com o buschel do milho valendo acima de 6 dólares ainda nesta semana.


Os traders em Chicago acreditam que as cotações futuras mais altas da oleaginosa não irão diminuir a intensidade da demanda chinesa por soja. E a redução do estoque final no relatório de outubro do USDA para apenas 7,2 milhões de toneladas (em contrapartida à projeção anterior - de setembro - de algo em torno de 9,5 milhões de toneladas) indica a fragilidade do presente equilíbrio entre oferta e demanda da oleaginosa, tanto internamente nos EUA, como em termos globais.


Isto significa que qualquer problema climático de alguma gravidade nas safras novas (2010/2011) de soja da América do Sul poderá desencadear intensa especulação compradora na Bolsa Mercantil de Chicago. Embora exista a previsão de chuvas durante os dez últimos dias de outubro no Mato Grosso, o plantio de soja precoce naquele estado já está prejudicado. E não há garantia de que novos e graves riscos climáticos possam ser descartados, neste ano de La Niña.

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Fonte: redacao

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