Soja: Mais de 14 milhões/t estão comercializadas no MT

Publicado em 30/03/2011 07:44 606 exibições
Mesmo com produção 2,3% maior que em 09/10, volume atual surpreende.
A comercialização de soja, em Mato Grosso, – ciclo 10/11 - continua avançando e alcançou o patamar de 76,9% até o último dia 24. Isso significa dizer que da estimativa de produção de 19,24 milhões de toneladas, cerca de 14,81 milhões foram comercializadas antes mesmo do fim da colheita, trabalho esse que deve se estender até início de abril. O volume estimado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), supera em 2,3% a produção de 18,81 consolidada na safra passada.

Este desempenho se deve ao bom comportamento dos preços no mercado interno e, principalmente, nas bolsas internacionais, onde as cotações continuam favorecendo os negócios. Na Bolsa de Chicago, as cotações para maio indicavam ontem US$ 13,53/bushel e US$ 13,63/bushel para os meses de julho e agosto. Segundo os analistas, a valorização dos preços se deu por vários fatores, entre eles a demanda forte para o grão, puxada principalmente pelo aumento do consumo chinês.

Na safra passada, de acordo com levantamento do Imea, o percentual de 76,9% só pôde ser observado no mês de maio, sendo que em março daquele ano o Estado havia comercializado 63% da produção. Os analistas entendem que este ainda é um bom momento para travar preços e assegurar uma boa transação com a commodity.

As vendas registraram avanço de 6,4 pontos percentuais no mês – maior variação desde outubro de 2010, quando foi registrado 12 pontos percentuais. Somando as variações dos três primeiros meses deste ano, Mato Grosso comercializou aproximadamente 11% da safra em 2011, ante os 62,7% comercializados até dezembro de 2010. Os bons preços desta safra têm animado os sojicultores.

Em março do ano passado os produtores de Sorriso (460 quilômetros ao norte de Cuiabá) recebiam em média, R$ 24,50 por saca e, este mês, receberam R$ 37/saca, na média. Simulando a venda de toda a produção de uma fazenda neste mês de março - considerando o custo variável estimado de R$ 1.304,54/hectare e produtividade de 52 sacas/ha, restaria ao produtor de Sorriso R$ 620 por hectare. Com esta renda, o produtor pode cobrir os R$ 323 do custo fixo, obtendo ainda uma receita liquida de R$ 287 por hectare. “Diante do momento econômico favorável, muitos produtores se mostram satisfeitos com a safra e beneficiam-se com a boa rentabilidade”, avaliam analistas do Imea.

O Instituto aponta que Mato Grosso continua com poucos negócios, pois grande parte do grão foi comercializada em contratos futuros, ou seja, vendidos quando a soja ainda era plantada no ano passado. “Os agricultores estão mais cautelosos, pois aguardam melhores oportunidades de venda. O foco está na colheita para o cumprimento dessas obrigações feitas no passado e agora devem ser honradas no presente”, frisa.

PRAÇAS - Em Nova Mutum (269 quilômetros ao norte de Cuiabá), o preço chegou a R$ 38,50/saca. Em Sinop (503 quilômetros ao norte de Cuiabá), o menor preço indicado na semana foi de R$ 36,80. Em Campo Verde (138 quilômetros ao sul de Cuiabá), os preços oscilaram entre R$ 40 e 40,30. Outros municípios também tiveram bom desempenho: Primavera do Leste (239 quilômetros ao norte de Cuiabá), 40,20/saca, Rondonópolis (210 quilômetros ao sul de Cuiabá), R$ 41,30, Campo Novo dos Pareci (389 quilômetros ao noroeste de Cuiabá), R$ 38,30, Sapezal (460 quilômetros ao noroeste de Cuiabá), R$ 39,30, Canarana (823 quilômetros ao leste de Cuiabá), R$ 38,70 e Diamantino (208 quilômetros ao norte de Cuiabá), R$ 38,80/saca.

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Fonte:
Diário de Cuiabá

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