Soja: Depois de forte volatilidade, mercado encerra no misto

Publicado em 23/05/2011 12:34 e atualizado em 23/05/2011 17:18 1436 exibições
A soja encerrou a segunda-feira em terreno misto na Bolsa de Chicago. Um excesso de voltilidade atingiu o mercado durante a sessão diurna, e os preços acabaram fechando o dia dos dois lados da tabela. As cotações iniciaram o pregão recuando, chegaram a registrar uma leve alta na metade dos trabalhos, porém,não conseguiram manter fôlego.

O principal fator que pressionou as cotações hoje foi mau humor dos mercados financeiros que reagiram negativamente ao rebaixamento da nota de crédito da Itália e de outros países da Europa por parte da agência de classficação de risco da Standard & Poor's.

Segundo informações do Valor Econômico, a revisão para baixo, que aumenta o risco de um corte na classificação da dívida soberana da Itália, pode aumentar os temores de que o contágio da crise da dívida grega e de outros países europeus chegue à terceira maior economia da zona do euro.

Essas informações resultaram na desvalorização do euro frente ao dólar e, por consequência, uma alta da moeda norte-americana. Com isso, as commodities acabaram seguindo na contramão da alta do dólar index, uma vez que se tornam menos atrativas.

Além disso, informações de um recuo nas compras chinesas de soja de 7,6% em abril em relação ao mesmo mês do ano passado também acabou atuando como catalisador das quedas do mercado da soja.

Paralelamente, o que limitou a baixa ainda maior dos preços foram as perspectivas  espera pelo relatório de acompanhamento de safra que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga no final da tarde de hoje. A expectativa para a é de que o plantio se mostre atrasado, alcançando de 40 a 45% da área, ante os 53% dessa mesma época no ano passado. Além disso, a previsão é de que, nos próximos dias, os Estados Unidos sofram com mais adversidades climáticas que podem comprometer os processos de plantio.

Esse clima desfavorável para o plantio, não só da soja como principalmente do milho, cria incertezas sobre a área da oleaginosa, fator responsável pela alta volatilidade do mercado.

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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