Em Amsterdã, grupo de consumidores protesta contra a soja transgênica

Publicado em 04/08/2011 10:30 e atualizado em 04/08/2011 11:23 496 exibições
Por Daniel Coelho Barbosa, analista internacional do agronegócio.
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Em Amsterdã, capital da Holanda, um grupo de consumidores insatisfeitos entrou numa filial do supermercado Albert Heijn para colar etiquetas com os dizeres "feito com soja tóxica" em ovos, carnes, leite e queijos produzidos com a soja transgênica na ração dos animais. Na porta do supermercado foi colocada uma faixa dizendo "Soja venenosa não é responsável! Não compre esta mentira!".

A empresa AHOLD, dos proprietários da rede Albert Heijn, é associada da RTRS - a mesa redonda pela soja responsável. Os protestantes acusam o supermercado de enganar o público com uma soja supostamente responsável mas na verdade, prejudicial. Outros membros de renome da RTRS como Unilever, VION e Friesland Campina, o maior laticínio da Holanda, também estão expostos às represálias.

Notícia 2
Os ativistas afirmam que o cliente deve ter o direito de saber como foram produzidos os alimentos e declaram que ações semelhantes estão programadas em outras cidades como Nijmegen, Wageningen, Groningen e Antuérpia, na Béligica. O grupo acusa a WWF e os membros da RTRS de "green-washing" por defenderem uma sustentabilidade enganosa.

Deixando as mazelas da WWF de lado, fica o alerta para o produtor brasileiro que pretende exportar para a União Européia. Enquanto ONG se continua sofrendo perda de imagem, a receptividade dos consumidores para a soja transgênica é quase zero. E quem insistir pode estar mexendo num vespeiro. Os holandeses que invadiram o supermercado no dia 01.Ago são um bom exemplo.

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Por:
Daniel Coelho Barbosa
Fonte:
Notícias Agrícolas

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1 comentário

  • Anderson Souza Figueiredo Cuiaba - MT

    O "toxic-soy" (soja tóxica) é uma movimento de manifestação legitima. Porem as vezes pode não ter uma grande ou nenhuma repercusao nos mercados e com o consumidor final, caso não consiga realmente provar que a soja é feita com soja fruto de produção não-responsével. Ai o tiro pode sair pela culatra, pois ao contrário, a marca RT sustainable soya saíra com mais apoio do que nunca. A maioria dos consumidores tem claro que estes radicais sao em poucos numeros e as vezes malucos. Mas como diz a frase: "bad publicity is better than no publicity", ou seja as vezes "má publicidade é melhor que nenhuma publicidade" quem poderá sair ganhando é a RTRS. Futuramente o será o estabelecimento de nichos de mercados para produtos certificados e responsáveis estará relacionado muito mais com o vinculo construído entre o produtor e o seu cliente final do que com campanhas de alertas e orientação. Mas até lá muitas batalhas serão travadas.

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