Grãos sentem a força da volatilidade e fecham sem direção

Publicado em 25/08/2011 17:27 663 exibições
O mercado de commmodities agrícolas está cercado de expectativas e incertezas nestas últimas semanas e por conta disso, a protagonista entre os futuros negociados nas bolsas internacionais é a volatilidade. Nesta quinta-feira, as cotações do complexo de grãos encerraram o dia com variações poucos expressivas, porém, operaram o dia todo sem direção definida, oscilando muito entre o lado positivo e o negativo da tabela.

A soja e o milho contam com fundamentos bastante positivos que seguem dando suporte para os preços. A safra norte-americana sofre danos muito sérios por conta do calor fora do comum que chegou ao país. A produtividade das lavouras dos EUA está seriamente comprometida e algumas consultorias já jogam ao mercado números muito que sinalizam um rendimento menor ainda do que o já baixo reportado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) em seu último relatório de oferta e demanda. As expectativas se mantêm, portanto, até meados de outubro, quando o órgão divulga seu relatório final. Até lá, cotações sustentadas e com tendência de alta fortalecida.   

Por outro lado, a fragilidade do cenário macroeconômico ainda preocupa o mercado de commodities, e não só as agrícolas. Como ativos bastante voláteis, diante de tantas informações desencontradas e fortes oscilações, os investidores optam por migrar para caminhos mais seguros, provocando uma fuga dos fundos e pressionando uma baixa dos preços. O futuro da economia dos Estados Unidos e de países da Europa é incerto e o mercado teme uma nova recessão, o que seria extremamente prejudicial aos preços.

Nesta sexta-feira (26), o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, faz um pronunciamento e o que se espera é que seja anunciado mais um pacote de ajuda à economia do país. Caso isso se confirme, os preços devem voltar a subir expressivamente em função de uma tranquilidade que deve voltar aos macromercados e o que se poderá ver, possivelmente, é a soja testando patamares de US$ 14,50 a US$ 15 por bushel e o milho entre US$ 8 e US$ 8,50 nas próximas semanas, como explica o analista de mercado Pedro Dejneka, da corretora RJ O'Brien.

Entretano, caso Bernanke não o faça, as commodities devem dar continuidade ao movimento de realização de lucros e recuar um pouco mais. Porém, o pânico não é necessário, uma vez que "no curto e médio prazo os grãos estão apoiados por conta dos fundamentos", explicou o analista. Afinal, com todo esse 'barulho' no mercado, os preços não se definem por uma direção certa e voltam a atuar com bastante volatilidade, focando as incertezas e as expectativas.

O importante agora, ainda segundo o analista, é estar atento ao cenário todo, já que a influência têm vindo igualmente dos macromercados e dos fundamentos de oferta e demanda. A volatilidade, sendo assim, deve seguir bastante latente entre as commodities agrícolas.

Veja como ficaram as cotações no fechamento da Bolsa de Chicago:

>> SOJA

>> MILHO

>> TRIGO

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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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