Sinais de melhora na demanda chinesa trazem suporte à soja
Porém, como explicou o analista de mercado Pedro Dejneka, da corretora RJ O'Brien, de Chicago, os preços não têm muito espaço para se movimentar muito expressivamente. Seria preciso uma notícia muito positiva para provocar novos avanços significativos no mercado, ou uma notícia muito negativa para derrubar as cotações. Por conta disso, o que se vê hoje são altas limitadas.
"O mercado já sabe que a China continuará comprando. A não ser que tenha uma notícia nova com um volume muito maior do que esperado importado aqui dos Estados Unidos, principalmente, não vejo isso dando uma faísca e impulsionando o mercado muito mais", diz Dejneka.
Quanto ao cenário macroeconômico, a cautela permanece. A renúncia do premiê italiano Sílvio Berlusconi trouxe um fôlego ao mercado financeiro. Porém, a cautela continua direcionando os mercados e mantendo os investidores aversos ao risco.
No entanto, a situação nos países da Zona do Euro continua preocupante, ainda não se pode contar com medidas concretas para aliviar o ritmo da crise financeira, afinal nada está resolvido a longo prazo. Além disso, o analista já deu o alerta e sinalizou que após Grécia a Itália, mais países como Espanha e Portugal podem ser os próximos participantes desse cenário.
Veja como ficaram as cotações no fechamento desta segunda-feira na Bolsa de Chicago:
Clique no link abaixo e assista à entrevista que o analista Pedro Dejneka, da RJ O'Brien, deu a João Batista Olivi no programa Mercado & Cia sobre o comportamento do mercado de grãos em Chicago nesta segunda-feira.
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