Importações chinesas de açúcar devem cair pela metade em 2014
As importações de açúcar da China podem cair pela metade em 2014, para 2 milhões de toneladas, com um grande estoque nacional após fortes importações neste ano colocando um teto sobre os preços globais, disse o Australia & New Zealand Banking Group nesta quarta-feira.
O segundo maior consumidor mundial da commodity, depois da Índia, absorve cerca de 7% da produção mundial e é visto como um escape em um mercado global superavitário, com os preços perto das mínimas de três anos, atingidas em julho.
"As importações chinesas de açúcar em outubro tiveram o maior volume mensal já registrado, ficando em 710 mil toneladas", disse o economista agrícola sênior Paul Deane, em um relatório. "Como resultado, a China parece a caminho de importar mais de 4 milhões de toneladas pela primeira vez em um ano calendário, pelo menos desde meados dos anos 90."
A China vem estocando açúcar, algodão, soja e milho há vários anos, pagando preços acima do mercado para sustentar seus agricultores. A política, no entanto, tem impulsionado os preços domésticos e alimentado um aumento das importações, disseram operadores.
"O reabastecimento dos estoques na China, especialmente nas reservas do governo, deve reduzir a necessidade de importações em 2014. Nós vemos isso como uma limitação natural, aos preços mundiais de açúcar em 2014", disse Deane.
"Se isso vier a ocorrer ao longo de 2014, as importações de açúcar da China provavelmente cairão para 2 milhões de toneladas, deixando um adicional de 2 milhões de toneladas de açúcar sem comprador".
0 comentário
Centro-Norte do Brasil tem alerta para chuvas intensas neste fim de semana
Preços do açúcar encerram semana com ganhos de até 2,8% em Nova Iorque
Açúcar volta a subir com altas expressivas do petróleo em meio à tensão no Oriente Médio
Mercado internacional do açúcar já começa a avaliar mudança no mix
Açúcar fecha novamente em queda com mercado ainda apontando superávit global
Safra 26/27 de cana-de-açúcar com preços pressionados e previsão de mais etanol