Bloomberg: CEO da Tereos afirma que mau tempo aumentará o boom de preços do açúcar

Publicado em 11/08/2021 10:51

Logotipo Notícias Agrícolas

O pior clima em décadas no maior exportador de açúcar do mundo, o Brasil, terá um impacto duradouro sobre os preços globais do adoçante, que já estão perto das máximas de quatro anos, de acordo com o segundo maior produtor mundial da commodity.

O açúcar tem subido com a preocupação de que geadas severas e a pior seca em quase um século no país sul-americano levem a perdas significativas na produção de açúcar, exacerbando uma perspectiva de oferta global já apertada. O clima extremo também impulsionou os preços do café e está alimentando as preocupações com a inflação mundial de alimentos.

"Estamos entrando em um ciclo de expansão dos preços das commodities", disse Pierre Santoul, CEO da Tereos SCA, grupo com sede na França e trabalhos no Brasil. Os altos preços do adoçante devem durar até 18 meses, disse.

A moagem de cana-de-açúcar da Tereos pode cair para o nível mais baixo desde a safra 2009/10, para 16,6 milhões de toneladas, uma queda de 21% em relação as 20,9 milhões de t moídas em 2020/21.

Os problemas climáticos provocaram revisões para baixo nas estimativas de produção do Centro-Sul para níveis abaixo de 490 milhões de toneladas, uma queda de 19% em relação à safra anterior. Na segunda quinzena de julho, o teor de açúcar na cana caiu na região em relação ao ano anterior, enquanto o rendimento também caiu 18%, disse o grupo da indústria canavieira do país, a Unica, em relatório na terça-feira.

Mesmo com as usinas acelerando a colheita para evitar mais deterioração da cana, a extensão do declínio na qualidade ainda é desconhecida, sugerindo que mais rebaixamentos de safra são possíveis, disse Santoul.

Além das geadas, a maior parte dos canaviais do Centro-Sul apresenta níveis de água no solo abaixo de 10%, ante o mínimo de 60% exigido para o desenvolvimento da cultura, segundo a Somar Meteorologia.

A Tereos tomou medidas para mitigar os efeitos do clima para a safra do próximo ano, como irrigação adicional, disse Santoul. E também espera escapar dos piores efeitos de uma escassez de mudas que pode reduzir o plantio em uma “parte significativa” do Centro-Sul, já que a empresa possui produção própria.

O cenário sombrio pode ficar mais brilhante se o clima melhorar até outubro e trazer chuvas normais nos meses seguintes, disse ele.

Tradução com informações da Bloomberg

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Clique Aqui para receber em primeira mão as principais notícias do agronegócio
Fonte:
Notícias Agrícolas

RECEBA NOSSAS NOTÍCIAS DE DESTAQUE NO SEU E-MAIL CADASTRE-SE NA NOSSA NEWSLETTER

Ao continuar com o cadastro, você concorda com nosso Termo de Privacidade e Consentimento e a Política de Privacidade.

0 comentário