Importadores e distribuidores de combustíveis pedem isenção de taxa de importação de etanol
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RIO DE JANEIRO (Reuters) - Importadores e distribuidores de combustíveis no Brasil se preparam para enviar um ofício a um órgão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) no início da próxima semana que pede a isenção de taxa de importação de 20% sobre o etanol anidro, diante da baixa oferta do produto no país.
Um ofício com a demanda já foi enviado ao ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e ao presidente da Câmara, Arthur Lira, nesta semana, disse à Reuters o presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sérgio Araújo.
No documento, visto pela Reuters, as companhias explicam que a isenção permitirá reduzir o custo da gasolina em cerca de 18 centavos de real por litro, com impactos favoráveis ao consumidor.
"Estamos apresentando uma oportunidade para redução imediata no preço da gasolina", disse Araújo.
"Esta sugestão está sendo enviada também para todos os membros do Gecex (Comitê-Executivo de Gestão da Camex). Estamos nos preparativos finais, possivelmente na segunda-feira."
O corte de custos, de acordo com o ofício, poderá representar uma redução para o consumidor final da ordem de 25 centavos de real por litro da gasolina C, vendida nos postos revendedores, dependendo da carga tributária incidente (ICMS) e custos logísticos.
O setor de etanol no Brasil sofre com oferta reduzida devido à quebra de safra no centro-sul. A isenção da taxa de importação sobre o insumo potencialmente beneficiará os Estados Unidos, os maiores produtores de etanol do mundo.
Além da Abicom, participam da iniciativa a Federação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Gás Natural e Biocombustíveis (Brasilcom), a Ipiranga, do grupo Ultra, e a Vibra Energia.
(Por Marta Nogueira)
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