Açúcar salta mais de 1% nesta 6ª, mas não consegue reverter perda acumulada da semana

Publicado em 15/10/2021 15:07 e atualizado em 18/10/2021 08:25 96 exibições
Atenção nesta sessão para valorização do petróleo na cena internacional, dólar e clima nas origens com La Niña

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As cotações futuras do açúcar fecharam a sessão desta sexta-feira (15) com alta expressiva nas bolsas de Nova York e Londres. O mercado teve suporte principal do petróleo, além da desvalorização do dólar sobre o real.

O principal vencimento do açúcar bruto na Bolsa de Nova York saltou 1,07%, cotado a US$ 19,80 c/lb, com máxima de 19,97 c/lb e mínima de 19,59 c/lb. No terminal de Londres, o tipo branco registrou alta de 1,38%, a US$ 520,00 a tonelada.

Mesmo com a valorização expressiva nesta sexta-feira nas bolsas, na semana, o primeiro vencimento em Nova York teve queda acumulada de mais de 2,5% também em decorrência das oscilações do petróleo e ajustes técnicos.

Nesta tarde, os preços do petróleo Brent e WTI registravam ganhos de mais de 1%, fator que acaba impactando na decisão das usinas pela produção de etanol ou de açúcar com influência para a oferta global do adoçante.

Ainda no financeiro, o açúcar também encontrou suporte na desvalorização de mais de 1% do dólar sobre o real. Uma moeda estrangeira mais baixa tende a desencorajar as exportações das commodities.

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Primeiro vencimento em Nova York teve queda acumulada de mais de 2,5% na semana

Com esse suporte no dia, o mercado do adoçante se recuperou das baixas de duas semanas da sessão anterior. Segundo a Reuters, o adoçante além de acompanhar uma melhora do financeiro global também seguiu informações climáticas.

"O desenvolvimento do La Niña não é garantia de que a cana brasileira sofrerá, mas também pode trazer mais chuvas para Índia e Tailândia", disse um comerciante para a agência de notícias.

A Índia, por exemplo, já registrou impactos pontuais na sua safra com chuvas volumosas nas últimas semanas. No Brasil, os impactos climáticos na safra 2021/22 seguem como principal preocupação do mercado externo.

O adido do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, sigla em inglês), em São Paulo, trouxe novos dados da safra 2021/22.

A produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil na safra 2021/22 (abril-março) deve totalizar 33 milhões de toneladas, uma queda de 15,2% ante o ciclo anterior.

MERCADO INTERNO

O açúcar segue valorizado no Brasil. Como referência, no último dia de negociação, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, saltou 1,46%, negociado a R$ 149,85 a saca de 50 kg.

No Norte e Nordeste do Brasil, o açúcar ficou estável, a R$ 135,14 a saca, segundo dados levantados pela consultoria Datagro. O açúcar VHP, em Santos (SP), tinha no último dia de apuração o preço FOB a US$ 19,68 c/lb com baixa de 1,41%.

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Por:
Jhonatas Simião
Fonte:
Notícias Agrícolas

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