Queda do dólar e alta do petróleo dão suporte para altas de 1% do açúcar
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As cotações futuras do açúcar subiam mais de 1% nesta tarde de terça-feira (07) nas bolsas de Nova York e Londres, estendendo os ganhos da sessão anterior. O mercado acompanha o avanço do petróleo no internacional, além do câmbio e as origens.
Por volta das 12h07 (horário de Brasília), o açúcar bruto tinha valorização de 1,20%, negociado a US$ 19,39 c/lb na Bolsa de Nova York. Enquanto que em Londres, o tipo branco registrava avanço de 1,07%, a US$ 501,70 a tonelada.
O petróleo saltava cerca de 3% no cenário internacional nesta tarde de terça acompanhando os menores temores com a demanda, já que a variante ômicron da Covid-19 parecia não oferecer tantos riscos do que se imaginava.
Segundo a Reuters, um oficial de saúde sul-africano relatou no fim de semana que os casos da nova cepa tinham sintomas leves. Além disso, o principal oficial de doenças infecciosas dos EUA, Anthony Fauci, disse à CNN que "não parece haver um grande grau de gravidade" até agora.
Ainda no financeiro, a queda do dólar sobre o real também dava suporte aos preços externos do adoçante. Um dólar mais baixo tende a desencorajar as exportações, mas dá suporte aos preços externos das commodities.
Também há atenção dos operadores no dia para as informações das origens. A Índia está com sua safra em andamento nesta reta final do ano e o Brasil já se prepara para a próxima temporada, 2022/23, em meio ao fenômeno La Niña.
A safra atual também está em foco. "O reduzido potencial de produção do Brasil para a safra atual ainda está impactando o mercado devido à produção de cana sofrida na safra passada", disse Jack Scoville, vice-presidente da Price Futures Group.
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