FS é a primeira produtora de etanol do mundo a receber certificação internacional ISCC CORSIA Low LUC Risk para produção de SAF

Publicado em 01/03/2024 15:44
Esse certificado atesta a companhia como apta a fornecer matéria-prima para produção de combustível sustentável de aviação, de acordo com os padrões da ICAO (Organização da Aviação Civil Internacional) atestando zero emissões de impacto indireto de uso da terra para o milho de segunda safra rastreado

A FS, uma das maiores produtoras de etanol e nutrição animal do Brasil, é a primeira indústria brasileira de etanol de milho a receber a certificação internacional ISCC (International Sustainability & Carbon Certification), atestando que o seu processo produtivo atende aos requisitos internacionais para produção e fornecimento de etanol e óleo de milho para produção de SAF (Sustainable Aviation Fuel – Combustível Sustentável de Aviação). Além disso, a FS é a primeira produtora de etanol no mundo a obter a certificação de Low LUC Risk em colaboração com um de nossos fornecedores de milho de segunda safra, o Grupo GGF.

“Essa certificação é uma importante validação de que o etanol de milho de segunda safra brasileiro é matéria-prima de baixo carbono para produção de biocombustível para setores de difícil descarbonização, como a aviação. As companhias aéreas poderão contar agora com nosso etanol como uma fonte competitiva e altamente escalável para atender globalmente esse mercado”, explica o CEO da FS, Rafael Abud.

Low LUC Risk

Ter iLUC zero significa que um biocombustível (como o Sustainable Aviation Fuel - SAF) foi produzido de forma que não gera emissões de GHG relacionadas ao Impacto Indireto do Uso da Terra (iLUC, em inglês). O iLUC refere-se às mudanças indiretas no uso da terra que podem ocorrer quando áreas significativas de terra são deslocadas para a produção de matérias-primas para biocombustíveis, como desmatamento ou conversão de terras agrícolas. Essa abordagem visa assegurar que a produção de biocombustíveis contribua positivamente para a redução das emissões de carbono, sem causar danos adicionais ao meio ambiente.

ISCC

O ISCC é um sistema global de certificação de sustentabilidade que abrange matérias-primas sustentáveis, incluindo biomassa agrícola e florestal, resíduos biogênicos, materiais circulares e energias renováveis para diferentes mercados. O ISCC CORSIA, um esquema voluntário de certificação que reconhece a elegibilidade de combustível sustentável de aviação (SAF) baseado nos critérios estabelecidos pela ICAO (International Civil Aviation Organization), o qual avalia diversos critérios ambientais, sociais e de rastreabilidade, desde a biomassa até a produção sustentável de biocombustível.

Certificação

O processo de Certificação do etanol da FS abrangeu desde a fase agrícola e seus insumos, passando pela produção do biocombustível até o transporte ao produtor de SAF. A parte que contempla a produção agrícola foi possível com a participação de um de seus fornecedores, a fazenda Água Santa, parte da GGF. Desta forma, além de verificar a pegada de carbono do combustível desde sua fase agrícola, foi atestado que o Impacto Indireto do Uso da Terra do milho de segunda safra foi zero, adicionando à Certificação ISCC CORSIA o atributo de Low LUC risk. Este foi o primeiro registro de Certificação de Low LUC risk verificado em todo o mundo.

“O processo de certificação é complexo. Foram necessários dois anos de implementação, pois é exigida uma série de comprovações documentais, como registros de produtividade por mais de 10 anos e, inclusive, a evidência da implementação de melhoria nas práticas agrícolas. Escalar uma certificação destas para centenas de produtores, inclusive pequenos produtores, é extremamente trabalhoso e se faz necessário flexibilizar algumas regras e comprovações para a realidade dos produtores rurais”, argumenta o vice-presidente de Sustentabilidade e Novos Negócios da FS, Daniel Lopes. “Esta certificação demonstra que já operamos em linha com as melhores práticas agrícolas mundiais, além de que comprovar que por meio da sustentabilidade e rastreabilidade do processo geramos aumento de produtividade do milho de segunda safra em uma mesma área agrícola”, complementa o diretor executivo da GGF, Rogério Ferrarin.

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Fonte:
FS 

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