Açúcar: analista afirma que tendência de alta recente no mercado internacional deve ser revertida
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As altas registradas nos preços do açúcar na abertura da sessão desta segunda-feira (18) na bolsa de Nova Iorque perderam força, e as cotações passaram a apresentar variações mistas. Em Londres, os futuros seguem em baixa e devolvem os ganhos contabilizados no dia anterior. Para Maurício Muruci, analista da Safras & Mercado, os ganhos recentes deve ser revertidos rapidamente.
Conforme o que explicado o analista, os preços do açúcar vêm de uma tendência de alta que já dura há vários dias e que foi ampliada na última semana diante de comentários, durante evento em Dubai, de que o clima no Brasil seria negativo para o desenvolvimento da safra de cana-de-açúcar.
Porém, segundo Muruci, essa previsão não é correta, porque os mapas de clima, tanto de órgãos privados quando públicos, mostram um cenário climático totalmente ao contrário.
“No nosso ver, os fundamentos do mercado de açúcar são para baixo, porque tem uma safra muito elevada no Brasil, uma safra muito elevada na China, na Tailândia. Na Índia, a safra está sendo questionada, mas a Índia não é um grande exportador internacional. Ainda que a safra dela não seja tão boa como se esperava que fosse, ela não é um grande exportador. Então, o efeito dela no saldo de oferta internacional não vai ser tão impactante assim. Então ao nosso ver essa tendência de alta aí ela vai ser revertida rapidamente”, explica o analista.
Próximo às 12h (horário de Brasília), o contrato março/25 subia 0,14 cents, com preço de 20 cents/lbp. O vencimento maio/25 tinha leve ganho de 0,02 cents, cotado em 19,18 cents/lbp. O julho/25 valia 18,76 cents/lbp, com recuo de 0,02 cents, assim como o outubro/25, que era negociado em 18,79 cents/lbp.
Na Bolsa de Londres, o maio/25 tinha baixa de US$ 6,10, com preço de US$ 541,10/tonelada. O agosto/25 perdia US$ 5,30, negociado em US$ 522,70/tonelada. O outubro/25 estava precificado em US$ 512,90/tonelada, com redução de US$ 4,50. O dezembro/25 caía US$ 4,70 e passava a valer US$ 508,00/tonelada.
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