Presidente da Unida e da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool elogia ação do governo de regulamentar o Renovabio
O anúncio do governo federal sobre o endurecimento das regras do RenovaBio, programa que incentiva o uso de biocombustíveis no Brasil, agradou o setor produtivo do Nordeste. “É uma ótima notícia essa, pois ela se propõe a aumentar as penalidades para distribuidoras que não cumprirem suas metas, garantindo, assim, uma divisão mais justa dos ganhos com os CBIOs (créditos de descarbonização) entre produtores de cana-de-açúcar e biocombustíveis”, afirma o presidente da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool e da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), Pedro Campos Neto.
O anúncio da regulamentação foi feito nesta segunda-feira (10) pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, durante uma reunião com representantes da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEP). Para Pedro Campos Neto a medida vai além de aumentar as penalidades para distribuidoras que não cumprem suas metas. “Ela também vai proibir a compra de combustíveis por empresas que descumprirem as regras do setor e isso será um desestímulo para quem não estiver adequado às normas do Renovabio. A tendência é que isso melhore e aperfeiçoe o Programa”, afirma Pedro.
Sobre a decisão do Governo Federal de zerar o imposto de importação sobre vários produtos, inclusive do açúcar, Pedro Campos Neto avalia que a atitude mais adequada seria baixar os impostos que os produtores de açúcar pagam e não zerar a alíquota de importação.
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