Açúcar volta a fechar em alta após suspensão de tarifas dos Estados Unidos
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Os futuros do açúcar voltaram a fechar em alta nesta quinta-feira (10). Após cinco sessões seguidas de baixa, os avanços superaram 1% na Bolsa de Nova Iorque e 2% em Londres. Esses ganhos ocorreram depois que Donald Trump suspendeu tarifas recíprocas dos Estados Unidos por 90 dias, na última quarta-feira.
O amenizou os temores de uma guerra comercial global, o que gerou uma cobertura de posições vendidas no açúcar. O adoçante vinha em baixa com o tarifaço do presidente norte-americano, por conta da preocupação de que a demanda do consumidor por açúcar diminuiria à medida em que a guerra comercial global se intensificasse, segundo o que explica o Barchart.
Apesar dos ganhos desta quinta-feira, os preços mais baixos do petróleo são um fator negativo para o açúcar. “A fraqueza do petróleo bruto prejudica os preços do etanol, o que pode levar as usinas de açúcar do mundo a direcionar mais moagem de cana para a produção de açúcar em vez de etanol, aumentando assim a oferta de açúcar”, acrescenta o site internacional.
Em Nova Iorque o contrato maio/25 subiu 0,21 cents (1,17%) e encerrou a sessão negociado em 18,12 cents/lbp. O julho/25 teve alta de 0,18 cents (1,02%) e foi a 17,91 cents/lbp. O outubro/25 passou a valer 18,03 cents/lbp, após avanço de 0,15 cents (0,84%). O março/26 registrou ganho de 0,13 cents (0,71%) e fechou em 18,39 cents/lbp.
Entre os futuros da Bolsa de Londres, o maio/25 foi a US$ 523,90/tonelada, alta de 1.060 pontos (2,07%). O agosto/25 teve avanço de 620 pontos (1,24%) e fechou em US$ 505,00/tonelada. O outubro/25 encerro a sessão com preço de US$ 499,30/tonelada, aumento de 540 pontos (1,09%). O dezembro/25 terminou o dia com preço de US$ 497,80/tonelada, ganho de 520 pontos (1,06%).
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