Mercado do açúcar mantém ritmo baixista nesta terça (22) na Bolsa de NY
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O mercado do açúcar mantém o ritmo baixista que tem predominado desde o início da guerra comercial entre Estados Unidos e China. Nesta terça-feira (22), o contrato maio/25 é negociado a 17,73 centavos de dólar por libra-peso na Bolsa de Nova Iorque, com queda de 0,45%. O vencimento julho/25 é cotado a 17.67 cents, retração de 0.39%.
A pressão sobre as cotações reflete as incertezas quanto à demanda global pelo adoçante, especialmente em um cenário de escalada nas tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo. O temor é de que as tarifas adicionais e a desaceleração econômica reduzam o consumo, impactando diretamente os mercados de commodities.
Além disso, as condições climáticas favoráveis em países produtores reforçam o viés de baixa. Na Índia, por exemplo, o Ministério das Ciências da Terra prevê que o período de monções será acima da média, o que tende a beneficiar a produtividade das lavouras de cana-de-açúcar.
No Brasil, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) informou em seu último relatório que a safra 2024/2025 no Centro-Sul foi encerrada com uma moagem total de 621,88 milhões de toneladas de cana-de-açúcar — uma queda de 4,98% em relação ao ciclo anterior, que registrou 654,45 milhões de toneladas. Para a próxima temporada (2025/2026), ainda não há consenso entre os analistas, mas a expectativa gira em torno de 600 milhões de toneladas, com um mix mais açucareiro, dado o atual cenário de preços e a competitividade do etanol.
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