Açúcar recua em NY, com mercado otimista em relação à safra do Brasil
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Os preços do açúcar fecharam em queda nesta segunda-feira (25) na bolsa de Nova Iorque, enquanto Londres permaneceu fechada devido a feriado local. O contrato outubro/25 recuou 0,08 cent (-0,49%), cotado a 16,40 cents/lbp. O março/26 caiu 0,06 cent (-0,35%), para 17,09 cents/lbp. Já o maio/26 perdeu 0,05 cent (-0,30%), encerrando a 16,80 cents/lbp, e o julho/26 recuou 0,04 cent (-0,24%), fechando em 16,67 cents/lbp.
O mercado segue otimista com a produção brasileira, favorecida pela maior destinação da cana para o açúcar em detrimento do etanol. Como apontou Arnaldo Luiz Correa, diretor da Archer Consulting, “no lado fundamental, o ponto central das discussões segue sendo a ATR e o mix entre açúcar e etanol”.
Segundo ele, o mercado trabalha com projeções consideradas otimistas pela consultoria: moagem total de 595 milhões de toneladas de cana, ATR final de 134,50 kg/t e mix de 51,3% para açúcar, resultando em uma produção de 39 milhões de toneladas. “Há quem estime que apenas em março/26 sejam moídas de 12 a 14 milhões de toneladas de cana, com boa parte destinada ao etanol, diante da expectativa de preços mais atrativos do combustível na entressafra. Mesmo assim, o mercado ainda trabalha com números que consideramos otimistas”, afirmou.
Correa ressalta que o mercado tem ignorado sinais de fragilidade na safra brasileira. “Quem percorre o interior de São Paulo observa que a situação dos canaviais é, em muitos casos, pior do que os números oficiais indicam, o que tem levado diversas consultorias a revisarem suas estimativas para baixo.” A Archer trabalha com projeção de 581 milhões de toneladas de cana, embora, segundo ele, os preços não tenham reagido na mesma proporção.
Para o diretor, a falta de reação está ligada tanto à disparidade entre as projeções quanto ao volume de exportações brasileiras. “O Brasil continua suprindo o mundo com muito açúcar: 34 milhões de toneladas no acumulado dos últimos doze meses e 10.7 milhões de toneladas nos primeiros quatro meses desta safra”, destacou.
“O comprador lá fora não está preocupado com falta de açúcar. Ainda mais que o Centro-Sul (na cabeça dele) vai produzir 40.3 milhões de toneladas (pela média de 20 consultorias) e, portanto, não precisa ter pressa para comprar ou repor estoque”, completou Correa.
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