Açúcar cai mais de 2% em NY e volta a fechar abaixo dos 16 cents/lbp no vencimento out/25
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Os preços do açúcar registraram forte queda nesta quinta-feira (4), ampliando as perdas da semana e renovando mínimas recentes nas bolsas internacionais. Em Nova Iorque, o contrato outubro/25 voltou a ser negociado abaixo dos 16,00 cents/lbp, patamar que não era visto há dois meses.
Segundo informações da Reuters, os comerciantes destacaram que as perspectivas para as safras de cana-de-açúcar na Índia e na Tailândia seguem favoráveis após boas chuvas nesta temporada. Além disso, as usinas brasileiras continuam priorizando a produção de açúcar em detrimento do etanol sempre que possível, aumentando a oferta global do adoçante.
De acordo com análise do Barchart, a queda desta quinta-feira prolongou o movimento de baixa observado desde o início da semana, com o açúcar de Nova Iorque atingindo mínima de dois meses e o açúcar de Londres operando na mínima em duas semanas. O mercado segue sob pressão da expectativa de maior produção no Brasil, reforçada pelos números divulgados pela Unica na última sexta-feira.
Na primeira quinzena de agosto, a produção de açúcar do Centro-Sul somou 3,615 milhões de toneladas, alta de 16% em relação ao ano anterior, com o mix destinado ao adoçante subindo para 55%, frente a 49,15% no mesmo período da safra passada. Apesar disso, no acumulado de 2025/26 até meados de agosto, a produção permanece 4,7% abaixo da registrada no ciclo anterior, somando 22,886 milhões de toneladas.
Na Bolsa de Nova Iorque, o outubro/25 cedeu 0,34 cent (-2,12%), cotado a 15,69 cents/lbp. O março/26 recuou 0,32 cent (-1,92%), a 16,33 cents/lbp. O maio/26 perdeu 0,30 cent (-1,82%), negociado a 16,08 cents/lbp, enquanto o julho/26 caiu 0,27 cent (-1,67%), fechando em 16,04 cents/lbp.
Em Londres, as cotações também tiveram quedas consistentes. O outubro/25 recuou US$ 2,20 (-0,45%), para US$ 482,20 por tonelada. O dezembro/25 caiu US$ 5,70 (-1,22%), a US$ 462,30 por tonelada. O março/26 cedeu US$ 7,50 (-1,62%), cotado a US$ 455,70 por tonelada, enquanto o maio/26 perdeu US$ 7,90 (-1,71%), encerrando a US$ 454,80 por tonelada.
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