Açúcar abre em alta, apoiado pela valorização do petróleo
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Os contratos futuros do açúcar abrem em alta nesta quarta-feira (10) nas bolsas internacionais, sustentados pela valorização do petróleo bruto WTI, que avançou quase 1% no dia. Em Nova Iorque, o açúcar bruto para outubro/25 subiu 0,32%, cotado a 15,89 cents de dólar por libra-peso, enquanto o março/26 fechou em 16,55 cents, ganho de 0,36%. Em Londres, o contrato do açúcar branco para outubro/25 avançou 0,85%, a US$ 487,40 por tonelada. Segundo analistas, preços mais firmes do petróleo aumentam a atratividade do etanol, podendo levar as usinas globais a redirecionar parte da moagem de cana para a produção do biocombustível em vez do açúcar, o que reduz a oferta da commodity e sustenta as cotações.
Segundo Arnaldo Luiz Corrêa, da Archer Consulting, o mercado futuro de açúcar em Nova York encerrou a semana passada em forte queda, impactado pelo aumento expressivo das posições vendidas por fundos e pela influência técnica do mercado de opções. O contrato outubro/25 recuou 76 pontos, para 15,58 centavos de dólar por libra-peso – equivalente a uma perda de US$ 17 por tonelada. O março/26 também caiu 78 pontos, fechando a 16,20 cents.
Segundo dados da CFTC, os fundos ampliaram em 17.260 contratos sua posição vendida líquida, que já soma 149.759 lotes – maior nível em quase seis anos. Corrêa lembra que, historicamente, os fundos não seguem fundamentos, mas algoritmos, e que a pressão pode ultrapassar 160 mil contratos vendidos.
O analista destaca ainda o efeito das opções de outubro/25, que expiram em 15 de setembro. Com cerca de 60 mil puts abertas entre 15 e 17 cents, parte dos vendedores pode ser forçada a assumir posições no futuro, aumentando a pressão sobre os preços. Do lado fundamental, os indicadores seguem mistos: usinas do Nordeste têm atrasado a produção de açúcar branco devido a chuvas intensas, o que sustenta o prêmio sobre Londres em até US$ 30/t. Já no Centro-Sul, a produção segue robusta.
Corrêa ressalta que, nos últimos 25 anos, outubro registrou preços médios superiores aos de setembro em 88% das vezes, o que mantém espaço para uma eventual recuperação. No entanto, por ora, “o mercado segue refém das forças especulativas, enquanto os fundamentos aguardam seu momento de prevalecer”.
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