Açúcar inicia a terça-feira com leves altas e perspectiva é de maior produção para etanol
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Nesta terça-feira (16), o mercado do açúcar opera com leves altas e estabilidade em Nova Iorque, com o contrato março/26 negociado a 14.97 cents de dólar por libra-peso (+0,13%), o maio a 14.61 cents (+0,21%) e o julho a 14.61 cents (+0,21%). Em Londres, o março/26 é cotado a US$ 426,90 por tonelada (+0,12%). A recuperação ocorre após o recuo da véspera, quando os preços foram pressionados pela alta na produção de açúcar da Índia e pela queda do petróleo bruto, que reduziu o valor do etanol e ampliou o direcionamento global da cana para o adoçante.
Na Índia, a Associação Indiana de Usinas de Açúcar (ISMA) informou que a produção entre 1º de outubro e 15 de dezembro cresceu 28% em relação ao ano passado, totalizando 7,8 milhões de toneladas. Já o petróleo atingiu a mínima em 1,75 meses, o que pode estimular a produção de açúcar em detrimento do etanol nas principais regiões produtoras.
No Brasil, a perspectiva é de uma próxima safra mais alcooleira, com maior oferta de etanol de cana e milho, segundo Martinho Seiiti Ono, CEO da SCA Brasil. Durante reunião do Sifaeg, o executivo destacou que a produção de etanol de milho deve superar 11 bilhões de litros, em um cenário de gasolina mais barata e alta competitividade a partir de abril, com o início da safra 2026/27. “Teremos bastante etanol e preços menores devido à oferta abundante”, afirmou Ono. Apesar do encerramento da atual safra 2025/26, a demanda segue firme, sustentada por estoques reduzidos e pelo impacto das chuvas na colheita.
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