Açúcar inicia 2026 em queda de olho na oferta global
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Nesta primeira sexta-feira de 2026, o mercado do açúcar volta a recuar nas bolsas internacionais. Em Nova Iorque, o contrato março/26 é negociado a 14,93 cents de dólar por libra-peso, queda de 0,53%. Já o vencimento maio é precificado a 14,58 cents (-0,55%) e o julho a 14,62 cents (-0,61%). Em Londres, a commodity também recua, com o março sendo negociado a US$ 424,20 por tonelada, perda de 0,77%.
No encerramento de 2025, os preços haviam sido impulsionados por operações de cobertura de posições vendidas por parte dos fundos. Agora, o mercado reavalia os fundamentos de oferta e demanda. No radar dos investidores estão as primeiras perspectivas para a safra 2026/27 no Brasil, que indicam menor disponibilidade do adoçante. A consultoria Safras & Mercado informou que a produção brasileira de açúcar no próximo ciclo cairá 3,91%, totalizando 41,8 milhões de toneladas, ante os 43,5 milhões previstos para 2025/26. A consultoria também projeta que as exportações recuarão 11% na comparação anual, limitando-se a 30 milhões de toneladas.
Além disso, a variação cambial no Brasil, com o real apresentando valorização frente ao dólar, tende a desestimular a participação agressiva das usinas no mercado internacional, reduzindo a rentabilidade das exportações. Teoricamente, isso daria suporte aos preços em Nova Iorque ao restringir a oferta imediata.No entanto, a pressão vinda do outro lado do mundo tem falado mais alto. As expectativas de safras robustas na Índia e na Tailândia aumentam a oferta global disponível, limitando qualquer tentativa de valorização sustentada e puxando as cotações para baixo neste início de ano.
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