Açúcar fecha em baixa nesta 6ª feira (9), mas ainda encerra semana com saldo positivo
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Os preços do açúcar encerraram a sexta-feira (9) em baixa nas bolsas internacionais, mas ainda assim fecharam a semana com saldo positivo. Ao longo dos últimos pregões, o mercado encontrou suporte na valorização do real frente ao dólar, movimento que tende a reduzir a competitividade das exportações brasileiras de açúcar e, consequentemente, a oferta do principal exportador global. Apesar desse apoio, o avanço da produção em grandes países produtores, especialmente a Índia, limitou movimentos mais consistentes de alta no mercado internacional.
Segundo Jack Scoville, analista da Price Future Group, a expectativa de um excedente global expressivo na safra 2025/26 mantém o mercado em postura defensiva. O aumento da produção na Índia e na Tailândia deve elevar a oferta global, enquanto o consumo mundial tende a permanecer praticamente estável, o que restringe movimentos mais fortes de alta.
Na última quinta-feira, notícias relacionadas às exportações indianas também contribuíram para conter os ganhos acumulados ao longo da semana. De acordo com a Reuters, usinas da Índia firmaram contratos para exportar cerca de 180 mil toneladas de açúcar nesta temporada. A correção negativa dos preços domésticos e a desvalorização da rúpia estimularam as vendas externas nas últimas semanas, segundo fontes do comércio e da indústria.
Na Bolsa de Nova Iorque, os contratos futuros do açúcar fecharam a sexta-feira em queda. O março/26 recuou 0,08 cent (-0,53%), para 14,89 cents/lbp. O maio/26 perdeu 0,04 cent (-0,27%), encerrando a 14,55 cents/lbp. O julho/26 caiu 0,05 cent (-0,34%), a 14,57 cents/lbp, enquanto o outubro/26 recuou 0,06 cent (-0,40%), com fechamento a 14,84 cents/lbp.
Em Londres, o mercado também operou no campo negativo. O março/26 cedeu US$ 2,00 (-0,47%) e terminou o dia a US$ 425,90 por tonelada. O maio/26 recuou US$ 2,10 (-0,49%), negociado a US$ 424,10 por tonelada. O agosto/26 caiu US$ 2,50 (-0,59%), para US$ 420,20 por tonelada, enquanto o outubro/26 perdeu US$ 2,20 (-0,52%), encerrando a US$ 418,80 por tonelada.
Apesar da correção desta sexta-feira, o desempenho semanal foi positivo. Em Nova Iorque, na comparação com o fechamento da sexta-feira anterior (02/01), o contrato março/26 avançou 0,29 cent (+1,99%), de 14,60 para 14,89 cents/lbp. O maio/26 ganhou 0,27 cent (+1,89%), passando de 14,28 para 14,55 cents/lbp. O julho/26 acumulou alta de 0,23 cent (+1,60%), frente aos 14,34 cents/lbp da semana anterior, enquanto o outubro/26 subiu 0,16 cent (+1,09%), de 14,68 para 14,84 cents/lbp.
Na Bolsa de Londres, o movimento semanal também foi de valorização. O março/26 avançou US$ 7,30 (+1,74%) em relação aos US$ 418,60 por tonelada registrados no fechamento da sexta anterior, encerrando a US$ 425,90 por tonelada. O maio/26 subiu US$ 6,90 (+1,65%), de US$ 417,20 para US$ 424,10 por tonelada. O agosto/26 teve ganho de US$ 5,10 (+1,23%), frente aos US$ 415,10 por tonelada, enquanto o outubro/26 acumulou alta de US$ 4,10 (+0,99%), passando de US$ 414,70 para US$ 418,80 por tonelada.
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