Açúcar dispara em NY e Londres com alta das cotações da gasolina no mercado internacional
Os preços do açúcar ampliaram a forte alta desta semana e dispararam novamente nesta quinta-feira (19), atingindo os maiores níveis em cerca de cinco meses nas bolsas internacionais, em meio à escalada dos preços da energia.
Na Bolsa de Nova Iorque, o movimento foi bastante intenso. O maio/26 avançou 0,57 cent (+3,85%), encerrando a 15,37 cents/lbp. O julho/26 subiu 0,52 cent (+3,60%), para 15,46 cents/lbp. O outubro/26 ganhou 0,46 cent (+3,01%), fechando a 15,75 cents/lbp, enquanto o março/27 registrou alta de 0,43 cent (+2,70%), terminando o dia cotado a 16,38 cents/lbp.
Em Londres, as cotações também tiveram forte valorização. O maio/26 avançou US$ 13,80 (+3,15%), fechando a US$ 452,30 por tonelada. O agosto/26 subiu US$ 14,20 (+3,25%), para US$ 450,90 por tonelada. O outubro/26 ganhou US$ 13,50 (+3,09%), encerrando a US$ 450,60 por tonelada, enquanto o dezembro/26 registrou elevação de US$ 12,50 (+2,85%), fechando a sessão a US$ 450,50 por tonelada.
A disparada dos preços está diretamente ligada ao avanço da gasolina, que atingiu o maior patamar em cerca de três anos e meio. Segundo análises de mercado, esse movimento impulsiona o etanol e incentiva as usinas a direcionarem mais cana-de-açúcar para a produção do biocombustível, reduzindo a oferta do adoçante.
O cenário energético segue pressionado pela intensificação do conflito envolvendo o Irã, que tem elevado os preços do petróleo e derivados diante de novos ataques à infraestrutura petrolífera no Oriente Médio. Esse ambiente reforça o suporte às commodities energéticas e, por consequência, ao açúcar.
Além disso, o mercado também encontra sustentação em problemas logísticos globais. De acordo com a Covrig Analytics, o fechamento do Estreito de Ormuz tem provocado interrupções no fornecimento, reduzindo em cerca de 6% o comércio mundial de açúcar e limitando a produção de açúcar refinado.
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