Açúcar amplia perdas com sinalização da Índia sobre exportações
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Os preços do açúcar ampliaram as perdas nas bolsas internacionais, pressionados pela decisão da Índia de manter suas exportações. A sinalização reforça a expectativa de maior oferta global e contribui para o movimento de baixa nas cotações.
Na bolsa de Nova York, o contrato com vencimento em maio recuou 20 pontos, negociado a 14,38 cents por libra-peso. O contrato de julho registrou o mesmo recuo, cotado a 14,59 cents por libra-peso.
Em Londres, o contrato de maio caiu 26 pontos, para US$ 426,10 por tonelada.
Índia mantém exportações
A Índia descartou a possibilidade de restringir suas exportações de açúcar neste ano. Na terça-feira, o secretário de Alimentos do país afirmou que o governo não pretende adotar medidas nesse sentido.
A decisão reduz as preocupações do mercado de que o país pudesse direcionar maior volume da produção para o etanol, em meio às incertezas no setor energético.
O movimento reforça a pressão sobre os preços, que já vinham em queda desde a semana passada. Dados da Federação Nacional de Cooperativas de Fábricas de Açúcar da Índia apontam que a produção cresceu 9% no acumulado entre outubro e março da safra 2025/26, totalizando 27,12 milhões de toneladas.
Logística limitam quedas
Além disso, interrupções logísticas, como as registradas no Estreito de Ormuz, também impactam o fluxo global de commodities. Segundo a Covrig Analytics, o fechamento da rota reduziu em cerca de 6% o comércio mundial de açúcar, limitando a produção de açúcar refinado.
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