Açúcar fecha em queda nas bolsas internacionais e renova mínimas recentes
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Os preços do açúcar fecharam em queda nas bolsas internacionais nesta quinta-feira (9), ampliando o movimento de desvalorização observado ao longo da semana.
Na bolsa de Nova York, o contrato com vencimento em maio recuou 31 pontos, encerrando o dia a 13,92 cents de dólar por libra-peso. Em Londres, o mesmo vencimento registrou queda de 90 pontos, sendo negociado a US$ 416,50 por tonelada.
Com isso, o açúcar bruto em Nova York atingiu o menor nível em cerca de um mês, enquanto o açúcar branco em Londres recuou para a mínima em três semanas.
Entre os fatores que pressionam o mercado está a sinalização da Índia de que não pretende restringir as exportações de açúcar neste ano. A decisão reduz as preocupações com uma possível destinação maior da matéria-prima para a produção de etanol, o que aumenta a disponibilidade global do produto.
Safra do Centro-Sul
De acordo com análise da StoneX, a safra 2026/27 no Centro-Sul começa em uma condição mais equilibrada, após avanço relevante nas fixações de açúcar por parte dos produtores. O movimento reduz a pressão vendedora que vinha limitando altas mais expressivas nos preços internacionais.
Depois de registrar um atraso de até 20 pontos percentuais nas fixações em relação ao mesmo período do ciclo anterior, os produtores aproveitaram a janela de alta observada em março para acelerar as vendas. O volume fixado avançou de 41,8% para 59,5%, reduzindo a defasagem para cerca de 10 pontos percentuais frente aos 68,7% registrados no fim de março de 2025.
O cenário de preços mais firmes no mês passado foi impulsionado, em parte, pelo acirramento dos conflitos no Oriente Médio, que levou à redução de posições vendidas por agentes especulativos. Ao mesmo tempo, produtores ainda atrasados nas fixações aproveitaram a liquidez para avançar nas vendas.
Na prática, esse movimento limitou uma alta mais expressiva das cotações, já que a oferta adicional oriunda das fixações compensou parte da pressão compradora. Ainda assim, a recomposição do ritmo de vendas altera a dinâmica do mercado.
“O mercado passa a operar em uma condição mais equilibrada, com menor resistência do lado produtor a movimentos de alta”, afirmou a consultora em gerenciamento de riscos da StoneX, Nathalia Bruni.
Segundo a consultoria, a defasagem nas fixações vinha funcionando como um teto informal para os preços. Com a redução desse atraso, esse fator perde força, o que pode abrir espaço para movimentos mais sustentados de alta, caso surjam novos gatilhos no mercado.
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