Açúcar fecha em queda em Londres e mercado monitora dólar, petróleo e clima na Índia
A cotação do açúcar encerrou a sessão desta sexta-feira (19) em queda na bolsa de valores de Londres. O contrato do açúcar branco recuou 450 pontos, sendo negociado a US$ 440,80 por tonelada.
Nesta sexta-feira, a Bolsa de Nova York não operou devido ao feriado de Juneteenth, data que marca a abolição da escravidão nos Estados Unidos.
Na véspera, os preços já haviam fechado em baixa, pressionados principalmente pela valorização do dólar, que havia alcançado o maior nível em 13 meses frente às principais moedas globais.
Outro fator de pressão veio do mercado de energia. O petróleo WTI voltou a cair e atingiu o menor nível dos últimos três meses e meio. Com combustíveis mais baratos, o etanol perde competitividade, o que pode levar as usinas a direcionarem uma fatia maior da cana para a produção de açúcar, aumentando a oferta global da commodity.
Apesar do cenário negativo no curto prazo, o mercado segue atento às condições climáticas na Índia, segundo maior produtor mundial de açúcar. Dados do Departamento Meteorológico indiano apontam que o acumulado de chuvas da estação monçônica estava 38% abaixo da média histórica até o dia 17 de junho.
O período de chuvas, que vai de junho a setembro, é considerado decisivo para o desenvolvimento da safra de cana-de-açúcar no país e qualquer irregularidade no regime de precipitação pode impactar diretamente a produção.
As preocupações climáticas ganharam ainda mais peso após a confirmação do fenômeno El Niño. Na semana passada, a Agência Meteorológica do Japão confirmou oficialmente a formação do evento no Oceano Pacífico Equatorial. Historicamente, o fenômeno tende a reduzir as chuvas em importantes regiões produtoras como Brasil, Índia e Tailândia, elevando os riscos para a oferta global de açúcar nos próximos meses.
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