Açúcar sobe mais de 6% na semana em NY com preocupação sobre oferta global

Publicado em 21/08/2026 15:46 e atualizado em 21/08/2026 16:19
Cotações registraram leves ganhos nesta 6ª feira

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s preços do açúcar encerraram a sessão desta sexta-feira (21) com variações mistas na Bolsa de Nova York, enquanto Londres registrou baixa no contrato mais próximo e altas nos demais vencimentos. Na comparação semanal, porém, as cotações acumularam forte valorização nas duas bolsas.

Em Nova York, o contrato outubro/26 avançou 0,09 cent (+0,51%), para 17,61 cents/lb. O março/27 subiu 0,03 cent (+0,16%), a 18,53 cents/lb, e o maio/27 ganhou 0,03 cent (+0,17%), para 18,10 cents/lb. Já o julho/27 recuou 0,01 cent (-0,06%), encerrando a sessão a 17,81 cents/lb.

Em Londres, o contrato outubro/26 caiu 0,60 ponto (-0,11%), para 551,60 pontos. O dezembro/26 avançou 3,70 pontos (+0,68%), a 544,00 pontos, enquanto o março/27 subiu 3,30 pontos (+0,61%), para 540,00 pontos. O maio/27 ganhou 1,80 ponto (+0,34%), encerrando a 534,50 pontos.

Na comparação semanal, o outubro/26 em Nova York passou de 16,60 para 17,61 cents/lb, acumulando alta de 1,01 cent (+6,08%). Em Londres, o mesmo vencimento saiu de 511,20 para 551,60 pontos, com valorização de 40,40 pontos (+7,90%).

Segundo o Barchart, a expectativa de uma oferta global mais restrita e de um possível déficit no balanço mundial vem sustentando os preços do açúcar. A Reuters também apontou que o fortalecimento do El Niño aumenta as preocupações com a produção global, enquanto a autorização da Índia para importar açúcar sem tarifas reforça a percepção de maior necessidade de oferta no mercado internacional.

O governo indiano autorizou a importação de 1 milhão de toneladas de açúcar sem tarifas até 31 de outubro, em uma tentativa de ampliar a disponibilidade doméstica e reduzir os preços no segundo maior produtor mundial, segundo a Reuters.

Na Europa, a seca também aumenta as preocupações com a produção. Conforme a Reuters, Marcelo Di Bonifacio Filho, analista de açúcar da StoneX, avalia que as condições climáticas devem levar o bloco a ampliar as importações de açúcar.

No Brasil, a Conab projeta produção de açúcar de 42,9 milhões de toneladas na safra 2026/27, queda de 2,9% em relação à temporada anterior.

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Fonte:
Notícias Agrícolas

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