Açúcar avança nas bolsas nesta quinta-feira com suporte de oferta mais restrita na Europa
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Os preços do açúcar operam em alta nas principais bolsas internacionais nesta quinta-feira (27), recuperando parte das perdas recentes. O mercado encontra suporte nas preocupações com a oferta global, especialmente após novos sinais de redução da produção na Europa, enquanto os investidores seguem atentos às perspectivas de importação da Índia.
Na bolsa de Nova Iorque, por volta das 12h (horário de Brasília), o contrato outubro era negociado a 14,99 cents por libra-peso, alta de 40 pontos. Já o contrato março/27 avançava 43 pontos, negociado a 18,99 cents por libra-peso.
Em Londres, o contrato outubro subia 330 pontos, a US$ 517,30 por tonelada. O contrato dezembro avançava 730 pontos, negociado a US$ 521,00 por tonelada.
França prevê queda na produção
Entre os fatores que dão sustentação às cotações está a perspectiva de uma produção menor de açúcar na Europa. Na quarta-feira, a associação francesa de produtores de beterraba sacarina e açúcar (AIBS) afirmou que a produção francesa neste ano deve ficar mais de 20% abaixo da média dos últimos cinco anos.
A redução é atribuída principalmente aos efeitos da seca e das temperaturas elevadas prolongadas. A França é o maior produtor de açúcar da Europa, e uma quebra na produção reforça as preocupações com a disponibilidade da commodity no continente.
O cenário europeu vem ganhando importância para o mercado internacional diante dos problemas climáticos registrados em importantes regiões produtoras de beterraba.
Índia limita impacto das importações
Ao mesmo tempo, os preços seguem acompanhando as sinalizações da Índia, que recentemente autorizou a entrada de açúcar para reforçar a oferta doméstica antes do aumento sazonal do consumo.
Na última quinta-feira (20), a Diretoria Geral de Comércio Exterior da Índia autorizou a importação de até 1 milhão de toneladas de açúcar bruto com isenção de impostos até 31 de outubro.
A expectativa, porém, é de que o volume efetivamente importado seja menor. Fontes ouvidas pelo mercado indicaram que refinarias indianas devem destinar cerca de 350 mil toneladas ao mercado doméstico, bem abaixo da cota autorizada pelo governo.
A diferença reduz o impacto potencial da medida sobre a demanda internacional. A Índia é o segundo maior produtor mundial de açúcar e tradicionalmente ocupa uma posição de exportadora, tendo realizado importações significativas pela última vez na safra 2017/18.
Mercado acompanha oferta global
As cotações também continuam refletindo as preocupações com o balanço global de açúcar. Ao longo de agosto, diferentes consultorias revisaram para baixo suas estimativas de produção e passaram a apontar déficits para as próximas safras.
Na semana passada, o açúcar em Nova Iorque chegou à maior cotação em 15 meses, enquanto Londres atingiu o maior nível em 17 meses, diante da perspectiva de uma oferta mundial mais apertada.
Desde então, os contratos passaram por uma correção, principalmente em Londres, mas os problemas climáticos em importantes regiões produtoras continuam no radar dos investidores.
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