México e América Central podem exportar mais açúcar

Publicado em 27/08/2010 09:58 e atualizado em 28/02/2020 17:01 614 exibições
A América Central, composta por 20 países e 11 territórios, é a segunda região que mais exporta açúcar no mundo, depois da América do Sul.

Em 2010/11, a região deve exportar o total de 3,6 milhões de toneladas. No prazo de dez anos, a Organização Internacional do Açúcar estima que esse volume dobre e ultrapasse 7 milhões de toneladas.

Enquanto países insulares têm produção praticamente estagnada, limitada em grande parte por suas geografias, alguns países localizados no continente têm se destacado por suas exportações de açúcar cru, o mesmo produto que distingue o Brasil no mercado mundial.

Os maiores destaques são Guatemala, El Salvador e Nicarágua, em que a diversificação na direção do etanol já começa a trazer uma certa revitalização da indústria, complementando ganhos expressivos já alcançados com a cogeração a partir do bagaço da cana.

Esse é o caso da Guatemala, em que a indústria canavieira já responde por mais de 25% da eletricidade consumida no país.

Boa parte desses países se beneficia de acordos comerciais com os Estados Unidos e a União Europeia, por meio dos quais escoam 65% de suas exportações.

Os acordos com os Estados Unidos são a Iniciativa para a Bacia do Caribe (CBI) e o Acordo de Livre Comércio da América Central (Cafta).

Com os europeus, são os novos Acordos de Preferência de Comércio (EPAs) que vêm substituindo os antigos compromissos com o bloco das ex-colônias da África, do Caribe e do Pacífico (ACPs).

Soma-se a essa tendência a crescente exportação de açúcar oriunda do México, que encontra destino basicamente nos Estados Unidos, por conta do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta).

Esse movimento decorre não de um pretenso dinamismo da indústria mexicana, que inexiste, mas pelo deslocamento crescente de açúcar por glucose e frutose de milho, em grande parte vindo dos Estados Unidos.

Em 2010/11, o consumo de glucose e frutose no México deve crescer 16,7%, para 1,4 milhão de toneladas -novo recorde ante o 1,2 milhão de toneladas consumidas em 2009/10 e as 653 mil toneladas de 2008/9.

A Câmara Mexicana do Açúcar e do Álcool estima que, embora a produção local cresça modestos 5%, atingindo 5,1 milhões de toneladas de açúcar em 2010/11, será possível exportar até 900 mil toneladas para os Estados Unidos.

Esse movimento tende a se consolidar, em particular se for mantida uma determinação judicial nos Estados Unidos.

Essa determinação proibiu, a partir de 2011, o uso de sementes transgênicas de beterraba açucareira, que, neste ano, responderam por 95% do plantio.

Fonte:
Folha de São Paulo

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