Caos no embarque do açúcar não se resolve da noite para o dia, admite CAP

Publicado em 27/10/2010 08:40
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O presidente do Conselho de Autoridade Portuária (CAP), Sérgio Aquino, falou sobre o problema que envolve o embarque e desembarque de açúcar no Porto de Santos. Admitiu que as reclamações dos empresários não serão resolvidas tão rápidas, mas dá razão a eles e apóia a mudança no sistema de escalação de estivadores para que o serviço se desenvolva de forma mais rápida no maior porto do Hemisfério Sul.

Sabemos que a falta de mão de obra persiste, mas o problema do açúcar no Porto de Santos não se resolve da noite para o dia. Há um acordo entre Ministério Público e Ogmo que cria regras rígidas para o acesso de avulsos ao sistema e por isso há a demora na entrada de mais pessoas para auxiliar nos serviços nos navios. Agora, a gente já deu sugestões e orientações sobre o tema e aguardamos o Ogmo.

Sérgio Aquino refere-se à escalação dos estivadores, cujo sistema atual facilita o impedimento da formação dos ternos (grupo de homens) para o serviço. Assim, os avulsos chamados na parede do Ogmo ganham a diária, não trabalham porque os ternos ficam incompletos e geram ainda mais prejuízos aos operadores de açúcar. Só que a gente sabe que isso não vai ser resolvido agora, demanda tempo.

Segundo o presidente do CAP, dos 250 homens chamados de forma emergencial para movimentar açúcar no porto santista, cerca de 40 já estão disponíveis para as operações nos porões dos navios. 110 estão finalizando cursos e outros 110 entram em sala de aula no dia 28 próximo. Enquanto isso, 90 navios seguirão parados na barra de Santos. A maioria levará açúcar.

Mais para frente, discutiremos outras soluções para que na próxima safra isso não se repita, como a sacaria chegar ao cais já amarrada em cintas, para adiantar o processo, encerra Aquino.
Fonte: Porto Gente

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