Setor sucroalcooleiro retoma crescimento em Minas Gerais

Publicado em 10/11/2010 15:18
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Evolução dos valores pagos pela tonelada revela o final de uma crise

A safra de cana-de-açúcar em Minas Gerais está chegando ao fim e, desta vez, a colheita ficou dentro do cronograma. Houve quebra de produção por causa da estiagem, mas os produtores comemoram os bons preços da tonelada da cana. O cenário mostra uma retomada do crescimento do setor. 

A geografia da cana-de-açúcar em Minas Gerais foi formada nos últimos cinco anos. A cultura está presente em 115 municípios e, das 43 usinas em atividade, 23 estão na região do Triângulo Mineiro. Uberaba é o segundo maior produtor, com 54 mil hectares, logo atrás de Frutal, que tem 59 mil hectares de área plantada.

O produtor de cana Raul Archangelo começou a cultivar o produto em 2008 e, hoje, conta com 170 hectares. Ele sente o reflexo de quem iniciou fornecendo para novas usinas, que trabalham somente com etanol sem um mix com açúcar, está recebendo R$ 10 a menos por tonelada. Já João Guidi Junior tem mil hectares e vinha notando crescimento de 25% ao ano. Nesta safra, não aumentou a área plantada, preocupado com os custos de produção. 

No ano passado, o excesso de chuva atrasou a colheita e muitas usinas não  pararam, tendo de dar continuidade uma safra após a outra. Desta vez, a moagem seguiu o cronograma normal e a entressafra será de dezembro a março. O problema enfrentado pelos produtores este ano foi a seca, que provocou uma quebra de 10% na produção mineira.

A evolução dos valores pagos pela tonelada revela o final de uma crise. Em 2007, a tonelada ficou em R$ 33,50; em 2008, subiu para R$ 38 e, no ano passado, fechou em R$ 48 a tonelada. Agora, a cana-de-açúcar volta a remunerar os agricultores: em Minas Gerais, o preço já chega aos R$ 54.

Durante esse período de instabilidade, 20% dos produtores independentes de Minas Gerais não resistiram e abandonaram a atividade.

Fonte: Canal Rural

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