Brasil tem calor de até 39°C e baixa umidade, enquanto Sul enfrenta chuva e risco de tempestades

Publicado em 18/08/2026 10:40
Instabilidades se concentram no Rio Grande do Sul, com alerta laranja para tempestades, enquanto massa de ar quente e seca mantém temperaturas elevadas no Centro-Oeste, Sudeste, Norte e interior do Nordeste

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O calor segue ganhando força em várias áreas do país nesta terça-feira (18), com temperaturas próximas dos 40°C e níveis críticos de umidade do ar. Enquanto o Centro-Oeste concentra os maiores valores, com previsão de até 39°C em Cuiabá (MT), o Sul mantém um cenário de instabilidade, principalmente no Rio Grande do Sul, onde há risco de chuva forte, trovoadas e tempestades. 

Segundo a meteorologista Andréa Ramos, o padrão atmosférico segue dividido entre a instabilidade no Sul e o bloqueio provocado pela massa de ar quente e seca no centro do país.

“O que realmente está bem mais evidenciado é nessa parte central do país, que está envolvendo todos os estados”, afirmou a meteorologista.
De acordo com ela, as temperaturas estão ficando 3°C, 4°C e, em alguns pontos, até 5°C acima da média, acompanhadas de persistência da estiagem. Cuiabá (MT), por exemplo, chegou a 40°C em uma estação automática, enquanto Manicoré (AM) registrou 40°C no domingo e 39,1°C na segunda-feira (17).

A meteorologista também chama atenção para os níveis extremamente baixos de umidade. Em uma área do centro de Mato Grosso, o índice chegou a 12%, condição considerada crítica.

“Você está vendo aqui toda essa tendência que a gente está observando, principalmente localizada no Mato Grosso, Goiás, até mesmo no Distrito Federal”, destacou Andréa.

baixa umidade
Umidade pode cair para 12% a 15% no Centro-Oeste e sul do Norte entre terça (18) e quarta (19), alerta o Inmet.

Sul concentra chuva e risco de temporais

No Sul, o cenário é completamente diferente. O Rio Grande do Sul permanece como principal área de atenção, com instabilidades associadas a sistemas de baixa pressão e à aproximação de uma frente.

Para esta terça-feira, o Inmet mantém alerta laranja para tempestades no sul do Rio Grande do Sul, principalmente em áreas próximas à fronteira com o Uruguai, incluindo Uruguaiana, Bagé, Pelotas e Rio Grande. Também há alerta amarelo para a região central do estado.

A instabilidade deve continuar na quarta-feira (19), com chuva e trovoadas em diferentes áreas do Rio Grande do Sul.

A meteorologista explica que a combinação entre calor, entrada de umidade e sistemas de baixa pressão pode favorecer a formação de temporais.

“Essa combinação com esse calor e esses sistemas atuando vai permitindo, sim, que haja de uma forma isolada a formação daquelas nuvens, trazendo todo esse potencial de pancadas de chuva, com trovoadas, rajadas de vento e até possibilidade de granizo”, explicou.

Ciclone pode aumentar o vento a partir de quarta-feira

A tendência para os próximos dias também aponta para a formação de um novo sistema de baixa pressão sobre o Sul. Segundo Andréa, entre quarta e quinta-feira (20), esse sistema pode se aprofundar e organizar uma frente, aumentando principalmente o potencial para ventos fortes.

“Quando o ciclone se forma, ele organiza essa frente e aí potencializa realmente essas chuvas”, explicou.

A meteorologista destaca ainda que, com a evolução do sistema, não está descartada a ocorrência de granizo, rajadas de vento e, pontualmente, tornados, especialmente em áreas do Paraná onde haverá combinação de calor e entrada de umidade.

Centro-Oeste segue sob calor intenso e baixa umidade

No Centro-Oeste, o tempo permanece predominantemente seco nesta terça-feira. Há alerta laranja para baixa umidade abrangendo grande parte de Goiás, Distrito Federal e áreas de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Cuiabá pode chegar a 39°C, enquanto Campo Grande pode alcançar 38°C e Brasília, 30°C.

Na quarta-feira, o tempo permanece seco em grande parte da região, com poucas nuvens e baixa umidade. A exceção fica para áreas do oeste de Mato Grosso e do oeste e sul de Mato Grosso do Sul, onde há maior presença de nebulosidade.

Sudeste tem tempo seco no interior

No Sudeste, a chuva fica mais restrita às áreas próximas do litoral. Nesta terça-feira, há possibilidade de chuva isolada no litoral sul de São Paulo, enquanto a nebulosidade se concentra entre o sul e leste paulista, Rio de Janeiro e sudeste de Minas Gerais.

No interior, o destaque é para o calor e a baixa umidade. O Inmet mantém alerta laranja para baixa umidade no oeste de Minas Gerais, incluindo o Triângulo Mineiro, e no noroeste de São Paulo.

Para Andréa, o Triângulo Mineiro está entre as áreas que vêm enfrentando temperaturas elevadas e condições muito secas.

Na quarta-feira, a possibilidade de chuva continua principalmente no litoral sul paulista, enquanto a faixa leste do Sudeste terá maior presença de nuvens.

Nordeste tem chuva na costa e calor no interior

No Nordeste, a distribuição das chuvas também será bastante irregular. A faixa litorânea entre o nordeste da Bahia e Pernambuco concentra as principais possibilidades de precipitação.

Nesta terça-feira, há previsão de pancadas no litoral norte da Bahia, Sergipe, Alagoas e litoral sul de Pernambuco. Também pode chover de forma isolada em áreas da Bahia, Alagoas e Pernambuco.

No interior, predominam sol, calor e baixa umidade. Há alerta laranja para baixa umidade no sul do Maranhão, centro-sul do Piauí e oeste e noroeste da Bahia.

Teresina pode registrar máxima de 37°C.

Norte mantém chuva irregular, mas calor aumenta

Na Região Norte, as pancadas de chuva ficam concentradas principalmente no Acre e Amazonas, com possibilidade de trovoadas. Também pode chover de forma isolada no Amapá, Pará e norte de Rondônia.

Ao mesmo tempo, áreas do sul da região permanecem muito secas. O Inmet emitiu alerta laranja para baixa umidade no leste de Rondônia, sudeste do Amazonas, centro-sul do Pará e Tocantins.

Porto Velho pode chegar a 38°C.

Andréa destacou que o calor já vem sendo intenso no sul da Amazônia. Em Manicoré, no Amazonas, os termômetros chegaram a 40°C no domingo.

“Agosto tem essa característica, é o período mais crítico em relação à questão de temperaturas elevadas e baixa umidade”, explicou.
 

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Por:
Andréia Marques
Fonte:
Notícias Agrícolas

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