Trigo abre em baixa na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira (5) com mercado pressionado por oferta global elevada
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O mercado do trigo iniciou o pregão desta quinta-feira (5) em baixa na Bolsa de Chicago (CBOT), refletindo a continuidade do movimento de pressão observado nas últimas sessões diante de um cenário global de oferta considerada confortável pelos analistas.
Na abertura, o contrato março/26 foi cotado a US$ 5,71/bu, com baixa de 32 pontos. O vencimento maio/26 iniciou a US$ 5,69/bu, com recuo de 30 pontos. Já o contrato julho/26 abriu a US$ 5,73/bu, registrando valorização de 52 pontos nas primeiras negociações do dia.
O movimento acompanha a tendência observada no pregão anterior em Chicago. De acordo com análise publicada pela Reuters, os futuros dos grãos recuaram com o mercado voltando sua atenção para a ampla disponibilidade global de grãos, o que reduz o impulso comprador mesmo em um ambiente de incertezas geopolíticas.
Segundo Mark Schultz, cofundador da Northstar Commodity, o atual cenário fundamental não apresenta fatores fortes de sustentação para os preços no curto prazo. O analista afirma que o mercado global conta atualmente com oferta considerada suficiente para atender à demanda. Schultz destaca que a situação não ocorre com a soja e também com o trigo, cuja disponibilidade mundial segue confortável.
Outro fator que limita avanços nas cotações é a previsão de chuvas em áreas produtoras de trigo de inverno nos Estados Unidos. A melhora nas condições de umidade nas regiões das Planícies tende a favorecer o desenvolvimento das lavouras, reduzindo preocupações imediatas com perdas de produtividade.
Além disso, as condições climáticas relativamente favoráveis para as safras de soja e milho na América do Sul também ajudam a manter o sentimento mais cauteloso no mercado de grãos, já que uma boa oferta desses produtos influencia diretamente o equilíbrio global de commodities agrícolas.
O mercado do trigo inicia a sessão desta quinta-feira monitorando principalmente a evolução do clima nas regiões produtoras dos Estados Unidos, o comportamento da oferta global e o fluxo das exportações norte-americanas.
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