Trigo fecha em queda em Chicago nesta segunda (9), mas volatilidade segue com petróleo disparando e tensões geopolíticas
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O mercado do trigo encerrou o pregão desta segunda-feira (9) em movimento negativo na Bolsa de Chicago (CBOT), após uma sequência recente de altas impulsionadas por fatores macroeconômicos e geopolíticos. Apesar do recuo nos contratos, o cereal continua inserido em um ambiente de forte volatilidade, influenciado principalmente pela disparada do petróleo e pela escalada das tensões no Oriente Médio.
No fechamento da sessão, o contrato março/26 encerrou cotado a US$ 5,98 por bushel, com queda de 132 pontos. O maio/26 terminou o dia a US$ 6,03/bu, registrando baixa de 134 pontos, enquanto o julho/26 fechou a US$ 6,13/bu, com variação negativa de 122 pontos.
Petróleo dispara e aumenta a volatilidade das commodities
Um dos principais fatores que têm influenciado diretamente os mercados agrícolas é a forte alta do petróleo. Os preços do crude chegaram a registrar saltos de até 25%, atingindo níveis próximos de US$ 119 por barril, os maiores desde 2022, diante da escalada do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e aliados no Oriente Médio.
O conflito tem provocado preocupações sobre interrupções no fornecimento global de energia e no transporte marítimo, especialmente pelo risco de bloqueios no Estreito de Hormuz — uma das rotas mais importantes para o comércio mundial de petróleo.
Esse cenário gera um efeito direto sobre o complexo de commodities, pois a energia influencia custos logísticos, fertilizantes e produção agrícola, além de estimular a entrada de capital especulativo nos mercados de matérias-primas.
Fluxo financeiro e compras técnicas sustentam os preços
Mesmo com a correção desta segunda-feira, o trigo vinha registrando fortes avanços nos últimos dias. Analistas apontam que compras técnicas e cobertura de posições vendidas por fundos contribuíram para levar os futuros de Chicago novamente acima de US$ 6 por bushel, movimento reforçado pelo ambiente macroeconômico e pela valorização de outras commodities.
Além disso, a escalada das tensões geopolíticas elevou a busca por ativos ligados a commodities, o que também favoreceu o complexo de grãos nas últimas sessões.
Mercado segue sensível a fatores externos
Apesar do suporte recente, o trigo continua enfrentando um quadro misto de fundamentos. O mercado global ainda conta com forte concorrência de exportações da região do Mar Negro, especialmente da Rússia, fator que limita altas mais consistentes nos preços.
Assim, no curto prazo, os operadores permanecem atentos principalmente ao cenário geopolítico, aos movimentos do petróleo e ao fluxo de capital especulativo nas commodities, fatores que devem manter o mercado do trigo volátil nas próximas sessões.
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